Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

03 junho 2009

Em Guarulhos, oposição diz que PT prova do próprio veneno

Os vereadores Ricardo Rui e Geraldo Celestino falam da operação do Ministério Público e Polícia Federal na varredura da Prefeitura Os vereadores de oposição na Câmara, Ricardo Rui (PPS) e Geraldo Celestino (PSDB) afirmaram que o PT revive agora atitudes que encabeçavam no passado.



Eles referem-se à ação do Ministério Público Federal (MPF), com apoio da Polícia Federal realizada na Prefeitura de Guarulhos, na sexta-feira (29/5) da semana passada, em busca de documentos que comprovem suposto superfaturamento (de mais de R$ 30 milhões) na obra do complexo da Marginal Baquirivu, iniciada em 1999, na gestão de Jovino Cândido (PV) e concluída em 2005, pelo então prefeito Elói Pietá (PT).


A megaoperação foi coordenada pelo MPF na Prefeitura e, simultaneamente, na sede da construtora OAS, que ainda não se pronunciou sobre o assunto. O DG fez várias tentativas em vão de ouvir a empresa.


No sábado (30), um dia depois da megaoperação da PF, um evento partidário do PT teve seu foco totalmente desviado para debater o assunto. As diversas correntes petistas no evento criticaram a ação dos agentes federais, conforme amplamente divulgado pelo DG na edição de domingo (31).



Na opinião do vereador Ricardo Rui (PPS), o ex-prefeito Elói Pietá "está provando do veneno que aplicou no passado", disse. "Achei positiva a ação da Polícia Federal que provou que não tem bandeira quando investiga um caso do governo do PT em Guarulhos".
Segundo Rui, a exposição de pessoas é exagerada, entretanto, se a PF avisar que fará uma ação os documentos que procura podem desaparecer. "A busca é positiva, pois a PF age em benefício do país. Parece que agora começou a aparecer o verdadeiro governo do Elói. Primeiro o escândalo dos precatórios e agora da obra do complexo Baquirivu", afirmou.



O vereador Geraldo Celestino (PSDB) disse que o "PT está pagando com o próprio veneno". Observou que o ex-prefeito Elói Pietá considerou a ação arbitrária, mas "quando ele era oposição fazia a mesma coisa".



Para ele, a posição do MP é mesmo investigar, e se houver irregularidades tem de pagar. Ele reconhece que toda denúncia "traz desgaste não só para o Elói, mas todos os petistas".
Já o presidente do PSDB em Guarulhos, Carlos Roberto de Campos, disse que não lhe cabe julgar se a ação do Ministério Público foi arbitrária ou não. "Primeiro porque as informações que tenho sobre a investigação são as que foram divulgadas pela mídia, mas acredito que o MP, na pessoa do promotor, tenha seus motivos para realizar esse tipo de operação, que inevitavelmente gera polêmica e especulações".



Para Campos, é possível que mesmo com a declaração da Prefeitura em enviar as informações solicitadas "algo de errado tenha acontecido, caso o contrário a ação da Polícia Federal seria descabida".


Na opinião do presidente da Câmara, vereador Alan Neto (PSC), a função da Justiça e do MP é investigar. "Acredito na lisura do ex-prefeito Elói Pietá e não tem nada que o desabone. Não sou petista, mas reconheço o seu trabalho. Acho que haverá um desgaste se tiver algo de errado. Fora isso a imagem do ex-prefeito não deve ser prejudicada", observou.



O ex-prefeito Jovino Cândido (PV) considerou a ação lamentável e irresponsável. "A obra do Baquirivu é muito importante, pois havia a prioridade de abrir o Hospital do Cecap (Hospital Geral). Não era só uma obra isolada era todo um complexo. Que se apure sim, mas com respeito e responsabilidade à cidade. Agiram de forma intempestiva", criticou.
Quanto ao possível desgaste da imagem do ex-prefeito Elói Pietá, Cândido disse que não saberia avaliar ainda. "Só estou pensando que a obra é importante para a cidade", concluiu.



Para OAB, houve exposição.


Contrário à forma de ação da Polícia Federal, o presidente da OAB-Guarulhos, Airton Trevisan, lamentou que eles (agentes da PF) sempre "fazem mais do que devem fazer".
Trevisan observou que depois de oito anos entre início e conclusão da obra, se estavam atrás de documentos era só requisitarem que os órgãos públicos enviariam.


"Eles fazem isso com agentes públicos para que fiquem sob suspeita ou já condenados pela opinião pública sem qualquer julgamento ou decisão. Se houve alguma irregularidade por que demoraram tanto para correr atrás?", indagou. Sem entrar no mérito da denúncia de superfaturamento, Trevisan

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