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Fernando Costa
Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.
18 novembro 2008
Pelo fim da violência contra as mulheres
Está no ar o site www.homenspelofimdaviolencia.com.br, que faz parte da campanha nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres", lançada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). Trata-se de uma ferramenta eletrônica de coleta de assinaturas. A iniciativa é uma resposta do Estado brasileiro à convocação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que lançou a campanha mundial "Unite to End Violence Against Women", em fevereiro deste ano, para mobilizar líderes nacionais pelo fim da violência contra as mulheres.
Vitória dos estudantes: votação do projeto que impõe cotas para meia-entrada foi adiada
O senador Inácio Arruda (PCdoB) pediu vista do processo em nome dos estudantes. UNE afirma que continuará mobilizada em defesa do direto a meia-entrada sem restrições
Depois de um dia intenso de mobilizações no Senado Federal, lideradas pela presidente da UNE, Lúcia Stumpf e diretores da entidade, a votação do Projeto de Lei 188/07, que regulamenta a meia-entrada e restringe a 40% os ingressos destinados para estudantes e idosos foi adiada para a próxima semana. O presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), concedeu vista do projeto ao senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que contestou o estabelecimento de uma sistema de cotas para a venda de ingressos com desconto.
O adiamento da votação ocorreu após quase duas horas de intensos debates na comissão. Os estudantes se posicionam contra qualquer tipo de restrição ao uso da carteira, reafirmou a Lúcia.
Durante o debate, Inácio Arruda contestou diretamente a cota de 40%, que considerou uma "restrição" à meia-entrada. Ele alertou para a possibilidade de a cota ser reduzida para até 10% dos ingressos, no futuro. O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) concordou com Arruda e afirmou que a "juventude não pode ser punida". Ao final, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) considerou a votação do projeto uma "oportunidade histórica" para aprimorar a "conquista da meia-entrada".
"Continuaremos as mobilizações para garantir a meia-entrada sem restrições", convoca a líder estudantil, que está em Brasília acompanhando o caso. Segundo ela, o objetivo é sensibilizar os senadores a retirarem a restrição imposta pela cota. Leia aqui a carta dos estudantes entregue aos senadores.
Para Lúcia, existem vária razões para que os estudantes sejam contrários ao sistema. Ela aponta como a principal delas o fato de que não há um mecanismo de fiscalização para impedir atitudes fraudulentas por parte dos empresários. Ela diz que o que vai ocorrer, na prática, é que o segundo estudante na fila já recebe resposta negativa para aquisição do ingresso com alegação de que a cota já está preenchida.
Ela destaca ainda que a meia-entrada é um direito e contribui para a formação intelectual dos estudantes que não se dá apenas em sala de aula. "A meia-entrada não é apenas um benefício, mas um incentivo da formação cidadã do estudante brasileiro", avalia.
A líder estudantil reconhece que a falsificação de carteiras de estudante inviabilizou o trabalho dos empresários culturais, que aumentaram o valor do ingresso para dar conta dessa situação. Mas acredita que a regulamentação na emissão e distribuição do documento serão suficientes para coibir as falsificações.
"A emissão por um órgão público como a Casa da Moeda, como estamos propondo, e a distribuição e fiscalização por um conselho amplo, composto por empresários, estudantes e o governo, em que só estudantes tenham acesso à carteira, vai diminuir o número de estudantes que acessam a meia-entrada", explica Lúcia.
Depois de um dia intenso de mobilizações no Senado Federal, lideradas pela presidente da UNE, Lúcia Stumpf e diretores da entidade, a votação do Projeto de Lei 188/07, que regulamenta a meia-entrada e restringe a 40% os ingressos destinados para estudantes e idosos foi adiada para a próxima semana. O presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), concedeu vista do projeto ao senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que contestou o estabelecimento de uma sistema de cotas para a venda de ingressos com desconto.
O adiamento da votação ocorreu após quase duas horas de intensos debates na comissão. Os estudantes se posicionam contra qualquer tipo de restrição ao uso da carteira, reafirmou a Lúcia.
Durante o debate, Inácio Arruda contestou diretamente a cota de 40%, que considerou uma "restrição" à meia-entrada. Ele alertou para a possibilidade de a cota ser reduzida para até 10% dos ingressos, no futuro. O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) concordou com Arruda e afirmou que a "juventude não pode ser punida". Ao final, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) considerou a votação do projeto uma "oportunidade histórica" para aprimorar a "conquista da meia-entrada".
"Continuaremos as mobilizações para garantir a meia-entrada sem restrições", convoca a líder estudantil, que está em Brasília acompanhando o caso. Segundo ela, o objetivo é sensibilizar os senadores a retirarem a restrição imposta pela cota. Leia aqui a carta dos estudantes entregue aos senadores.
Para Lúcia, existem vária razões para que os estudantes sejam contrários ao sistema. Ela aponta como a principal delas o fato de que não há um mecanismo de fiscalização para impedir atitudes fraudulentas por parte dos empresários. Ela diz que o que vai ocorrer, na prática, é que o segundo estudante na fila já recebe resposta negativa para aquisição do ingresso com alegação de que a cota já está preenchida.
Ela destaca ainda que a meia-entrada é um direito e contribui para a formação intelectual dos estudantes que não se dá apenas em sala de aula. "A meia-entrada não é apenas um benefício, mas um incentivo da formação cidadã do estudante brasileiro", avalia.
A líder estudantil reconhece que a falsificação de carteiras de estudante inviabilizou o trabalho dos empresários culturais, que aumentaram o valor do ingresso para dar conta dessa situação. Mas acredita que a regulamentação na emissão e distribuição do documento serão suficientes para coibir as falsificações.
"A emissão por um órgão público como a Casa da Moeda, como estamos propondo, e a distribuição e fiscalização por um conselho amplo, composto por empresários, estudantes e o governo, em que só estudantes tenham acesso à carteira, vai diminuir o número de estudantes que acessam a meia-entrada", explica Lúcia.
Ilha das Flores
Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Ficha Técnica
Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José
Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991
Ficha Técnica
Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José
Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991
Che: A Guerrilha

Steven Soderbergh é um dos cineastas mais insólitos do mainstream norte-americano. Estreou alternativo, com sexo, mentiras e videotape, Palma de Ouro em Cannes; pareceu mais respeitável para ganhar o Oscar de melhor diretor por Traffic e fazer Erin Brockovich. No meio disso tudo, fez coisas estranhas como Kafka e Bubble e comédias divertidas com a série Onze Homens e um Segredo. Soderbergh vai do grande ao pequeno, do ousado ao despretensioso, com facilidade. Erra e acerta com freqüência. Quando anunciou que faria uma cinebiografia de Che Guevara, seria lógico pensar que este seria um de seus filmes sérios e convencionais. Sério, o projeto é. Convencional, nem tanto, principalmente para os padrões norte-americanos.
O projeto Che foi dividido em dois: O Argentino, que acompanha Guevara na Revolução Cubana, e A Guerrilha, retrato de seus últimos anos, treinando militantes na Bolívia. Ambos são obras com forte cunho documental, baseadas nos diários escritos pelo próprio Che, onde Soderbergh surpreende fazendo um retrato apaixonado do revolucionário. São quase filmes-panfleto, que transportam o personagem para aquele plano onde estão as criaturas inquestionáveis. Mas o diretor adota esta postura sem os exageros dramáticos comums a obras dessa natureza. Soderbergh vira advogado de defesa de Che Guevara em pequenas cenas que retratam, sobretudo, o código de ética e o senso de moral do personagem em meio à batalha.
Esta opção parece, a princípio, esconder a interpretação de Benicio Del Toro, já que não existem arroubos narrativos ou dramáticos comuns para se exaltar uma performance, convencer a platéia e ganhar prêmios. Não há nada parecido com um "eu estou grávida de Luís Carlos Prestes", por exemplo. Do começo ao fim, o ator está discreto, sutil e silencioso. E, por isso mesmo, constrói aos poucos um personagem de primeira grandeza, de certa forma respeitando o Guevara vivido por um simpático Gael García Bernal em Diários de Motocicleta, mas o lançando num outro patamar de interpretação. A performance de Del Toro reflete o tom adotado por Soderbergh e vice-versa.
Em O Argentino, a opção por duas linhas narrativas paralelas causa um certo estranhamento. A primeira, em p&b com Guevara ministro, remonta o cinema norte-americano dos anos 70, factual, articulado e político. A segunda, com o cotidiano da guerrilha se alinha a um modelo narrativo mais atual, que explora detalhes em excesso, muitas vezes deixando o foco principal do filme para se ater a minúcias. As duas linhas temporais parecem competir (uma mais ágil; outra mais contemplativa, justamente a da guerra), mas terminam como complemento exato uma da outra. Este primeiro filme é um trabalho mais sóbrio do que o segundo, com uma câmera mais simples e uma trilha mais discreta.
Já o segundo longa, A Guerrilha, que adota uma narrativa única, mais simples, mas igualmente documental, permite que Soderbergh estetize mais a fotografia e que Alberto Iglesias mostre sua música. Curioso já que o filme se passa praticamente inteiro no campo de batalha. O longa funciona como contraponto para seu irmão gêmeo porque de certa forma mostra o ocaso da ideologia da Revolução Cubana. Del Toro mantém a mesma interpretação naturalista, mas agora com um quê mais melancólico diante de uma luta que não foi comprada pela população. Soderbergh, no entanto, encerra o longa com a mesma paixão juvenil que demonstrou, ainda que sem reverência, por aqueles devaneios ideológicos. Soderbergh é mesmo um dos cineastas mais insólitos do mainstream norte-americano.
A Primeira Blognovela do Brasil

"Não é o que vocês estão pensando. De alguma forma, é o que vocês estão pensando. De alguma forma, o que vocês estão vendo é isto. O que vocês estão vendo confirma o que vocês estão pensando."
Na voz de Gerald Thomas, a gravação parcialmente transcrita acima abre "O Cão que Insultava Mulheres, Kepler, the Dog", encenação do primeiro capítulo da "blognovela" do diretor, que tem ensaio aberto hoje à noite.
No início da tarde de ontem, a produção informou que o espetáculo será transmitido em tempo real pelo portal iG.
Boa parte da dramaturgia, que desafia descrições, foi construída a partir de comentários deixados por internautas no blog de Thomas
(www.colunistas.ig.com.br/geraldthomas). Da internet também foi "importada" uma atriz --Thomas pediu que interessados enviassem vídeos inspirados nos textos postados por ele na internet.
A Casa
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada! Tinha uma letra de Vinícius de Moraes que se tornou um clássico infantil. Se delicie com essa animação!
Cartas da mãe (Parte I)
O Filme é uma crônica sobre o Brasil dos últimos 30 anos contada através das cartas que o cartunista Henfil (1944/1988) escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, publicadas em livros e jornais, são lidas pelo ator e diretor Antônio Abujamra enquanto desfilam imagens do Brasil contemporâneo. Política, cultura, amigos e amor são alguns dos temas que elas evocam, criando um diálogo entre o passado recente do Brasil e nossa situação atual. Artistas, políticos e amigos de Henfil, entre eles o atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o escritor Luis Fernando Veríssimo, os cartunistas Angeli e Laerte e o jornalista Zuenir Ventura, falam sobre a trajetória do cartunista dos anos da ditadura militar até sua morte. Animações inéditas de seus cartuns complementam o documentário.
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