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Fernando Costa
Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.
13 agosto 2008
09 agosto 2008
É a classe média, estúpido!
Como diria alguém, nunca antes na história deste país a classe média virou mais da metade da população. De acordo com estudo do economista Marcelo Neri, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o número de famílias de classe média subiu de 42,26% para 51,89% entre 2004 e 2008.
A FGV considera uma família de classe média (classe C) quando ela tem renda mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.591. O estudo também confirmou outros dados recentes que mostram redução da pobreza.
São notícias boas para o país que acabam sendo boas para o governo de plantão. Elas ajudam a explicar a popularidade de Lula.
O Brasil vem melhorando desde a redemocratização em 1985. Avançou vagarosamente em alguns momentos, como nos governos Sarney e Collor e no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Avançou mais rapidamente em outras fases, como nas gestões de Itamar e no primeiro mandato de FHC.
No governo Lula, progressos para os mais pobres têm acontecido com relativa velocidade. O petista é beneficiado por esse processo geral de melhora, por políticas que nasceram nos anos tucanos e por acertos próprios.
Lula conduziu a economia com responsabilidade e acelerou o ritmo de redução da pobreza. Ele tem feito um ajuste fiscal mais duro do que o de FHC, apesar de os tucanos baterem na tecla de aumento de gastos _algo que realmente aconteceu no segundo mandato do petista. Lula massificou programas sociais tipo amostra-grátis. O Bolsa Família apanhou e apanha muito, mas tem muito mais acertos do que erros.
Setores da oposição na política e na mídia oscilam do esperneio ao desânimo. Ora, enxergam uma iminente tentação totalitária de Lula _o fantasma do terceiro mandato, a conexão Farc. Ora, sonham com a explosão de novo escândalo de corrupção para afundar o petista na impopularidade.
Essa gente está apostando errado. Talvez fosse conveniente aos planos futuros do PSDB e do DEM chamar James Carville para uma conversa. Marqueteiro de Bill Clinton em 1992, Carville cunhou a expressão "é a economia, estúpido!". Ele se referia à recessão americana que levaria George Bush pai à derrota na eleição presidencial daquele ano.
No Brasil sob Lula, a economia vai bem no geral. No entanto, os mais pobres vivem melhor do que viviam antes da chegada do petista ao Palácio do Planalto. Algum mérito Luiz Inácio deve ter tido. A classe média virou maioria da população economicamente ativa.
Faria um bem danado à oposição se concentrar em propostas para melhorar a vida de todos os brasileiros, de miseráveis a pobres, de remediados a ricos. Carville aconselharia: "É a classe média, estúpido"
Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos.Também é comentarista do telejornal "RedeTVNews", no ar de segunda a sábado às 21h10.
A FGV considera uma família de classe média (classe C) quando ela tem renda mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.591. O estudo também confirmou outros dados recentes que mostram redução da pobreza.
São notícias boas para o país que acabam sendo boas para o governo de plantão. Elas ajudam a explicar a popularidade de Lula.
O Brasil vem melhorando desde a redemocratização em 1985. Avançou vagarosamente em alguns momentos, como nos governos Sarney e Collor e no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Avançou mais rapidamente em outras fases, como nas gestões de Itamar e no primeiro mandato de FHC.
No governo Lula, progressos para os mais pobres têm acontecido com relativa velocidade. O petista é beneficiado por esse processo geral de melhora, por políticas que nasceram nos anos tucanos e por acertos próprios.
Lula conduziu a economia com responsabilidade e acelerou o ritmo de redução da pobreza. Ele tem feito um ajuste fiscal mais duro do que o de FHC, apesar de os tucanos baterem na tecla de aumento de gastos _algo que realmente aconteceu no segundo mandato do petista. Lula massificou programas sociais tipo amostra-grátis. O Bolsa Família apanhou e apanha muito, mas tem muito mais acertos do que erros.
Setores da oposição na política e na mídia oscilam do esperneio ao desânimo. Ora, enxergam uma iminente tentação totalitária de Lula _o fantasma do terceiro mandato, a conexão Farc. Ora, sonham com a explosão de novo escândalo de corrupção para afundar o petista na impopularidade.
Essa gente está apostando errado. Talvez fosse conveniente aos planos futuros do PSDB e do DEM chamar James Carville para uma conversa. Marqueteiro de Bill Clinton em 1992, Carville cunhou a expressão "é a economia, estúpido!". Ele se referia à recessão americana que levaria George Bush pai à derrota na eleição presidencial daquele ano.
No Brasil sob Lula, a economia vai bem no geral. No entanto, os mais pobres vivem melhor do que viviam antes da chegada do petista ao Palácio do Planalto. Algum mérito Luiz Inácio deve ter tido. A classe média virou maioria da população economicamente ativa.
Faria um bem danado à oposição se concentrar em propostas para melhorar a vida de todos os brasileiros, de miseráveis a pobres, de remediados a ricos. Carville aconselharia: "É a classe média, estúpido"
Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos.Também é comentarista do telejornal "RedeTVNews", no ar de segunda a sábado às 21h10.
06 agosto 2008
Diretores de sindicato são presos com armas
Diario de Guarulhos
Três diretores do Sincoverg (Sindicato dos Condutores de Guarulhos e Região) foram presos ontem em flagrante, após policiais do Garra encontrarem na sede da entidade porretes com pregos na ponta, quatro bombas caseiras e garrafas com pólvora, além de facões e um revólver calibre 38.
Cleber Figueiredo Costa, Ramiro e Luiz Venâncio foram presos e encaminhados para o 1º DP (Centro). Eles responderão por porte ilegal de arma, sem direito a fiança. Segundo a polícia, eles teriam alegado que o material seria para autodefesa e que pertenceria à antiga presidência.
O ex-presidente do Sincoverg Orlando Maurício Junior, o Brinquinho, que deixou o cargo para ser candidato a vereador, também foi ouvido ontem e liberado.
Uma funcionária do departamento financeiro foi levada à delegacia para prestar depoimento. Ela tentou reagir e quase foi algemada. Orientada por funcionários do sindicato, entrou na viatura e seguiu até a delegacia.
ARSENAL
A polícia chegou ao arsenal, na sede do sindicato, na vila Progresso, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e uma denúncia anônima que dizia haver no local material para a confecção de bombas. Além do revólver, havia bombas caseiras, 16 garrafas, seis delas com pólvora dentro – que poderiam ser usadas como coquetéis molotov, 105 porretes – alguns com pregos nas pontas e frases como “Em homenagem ao Douglas, preso injustamente” e “Pau de amansar doido” – e uma lança.
Um membro da Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores do Estado de São Paulo aguardava o fim das buscas. Para Antonio Ferreira Mendes, o caso teria sido uma armação de “inimigos políticos”. “Isso é coisa da oposição”, afirmou.
O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais ) foi chamado para buscar os artefatos que serão periciados. Uma equipe da Polícia Científica também esteve no local.
Três diretores do Sincoverg (Sindicato dos Condutores de Guarulhos e Região) foram presos ontem em flagrante, após policiais do Garra encontrarem na sede da entidade porretes com pregos na ponta, quatro bombas caseiras e garrafas com pólvora, além de facões e um revólver calibre 38.
Cleber Figueiredo Costa, Ramiro e Luiz Venâncio foram presos e encaminhados para o 1º DP (Centro). Eles responderão por porte ilegal de arma, sem direito a fiança. Segundo a polícia, eles teriam alegado que o material seria para autodefesa e que pertenceria à antiga presidência.
O ex-presidente do Sincoverg Orlando Maurício Junior, o Brinquinho, que deixou o cargo para ser candidato a vereador, também foi ouvido ontem e liberado.
Uma funcionária do departamento financeiro foi levada à delegacia para prestar depoimento. Ela tentou reagir e quase foi algemada. Orientada por funcionários do sindicato, entrou na viatura e seguiu até a delegacia.
ARSENAL
A polícia chegou ao arsenal, na sede do sindicato, na vila Progresso, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e uma denúncia anônima que dizia haver no local material para a confecção de bombas. Além do revólver, havia bombas caseiras, 16 garrafas, seis delas com pólvora dentro – que poderiam ser usadas como coquetéis molotov, 105 porretes – alguns com pregos nas pontas e frases como “Em homenagem ao Douglas, preso injustamente” e “Pau de amansar doido” – e uma lança.
Um membro da Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores do Estado de São Paulo aguardava o fim das buscas. Para Antonio Ferreira Mendes, o caso teria sido uma armação de “inimigos políticos”. “Isso é coisa da oposição”, afirmou.
O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais ) foi chamado para buscar os artefatos que serão periciados. Uma equipe da Polícia Científica também esteve no local.
Planejaram o seqüestro de um dos filhos de Lula
A Polícia Federal descobriu indícios de que a organização chefiada pelos traficantes Juan Carlos Ramirez Abadia, chefe do Cartel de Bogotá, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, planejou, de dentro do presídio federal de Campo Grande, seqüestrar pelo menos um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para exigir como resgate a libertação deles e de outros integrantes da quadrilha. No plano, os criminosos também pretendiam capturar pelo menos cinco altas autoridades do Executivo e do Judiciário
Timão bate o Juventude e acaba com jejum
Mano Menezes comandou um treino no Pacaembu na segunda-feira para tentar acabar com a falta de gols da equipe dentro de casa. Conseguiu. Mesmo apresentando os mesmos problemas de criação e o futebol ruim das últimas partidas, o Corinthians fez o suficiente para derrotar o Juventude por 2 a 0, nesta terça-feira à noite. Após uma derrota e um empate nas duas últimas partidas dentro de casa, finalmente o Alvinegro fez as pazes com a torcida corintiana.
Quando a fase não é boa, a bola custa a entrar. No gol de Fabinho, ainda no primeiro tempo, a bola tocou nas duas traves e rolou sobre a linha antes de entrar. Gol suado, mas que vale a recuperação da equipe de Mano Menezes na Série B do Campeonato Brasileiro. E o segundo gol, de Herrera- que homenageou Acosta, que só volta a jogar em 2009 -, aconteceu aos 45 minutos da etapa final. De quebra, o Timão ainda desempatou o histórico de confrontos diante da equipe gaúcha.
Com a vitória, o Corinthians foi aos 35 pontos e manteve a diferença de cinco pontos para o segundo colocado, que agora é o Avaí. Em contra partida, com a derrota do Barueri, o Timão ampliou a vantagem para o terceiro colocado: são oito pontos. Já o Juventude perdeu uma posição e agora é o 7º colocado.
Assim como nas duas últimas partidas dentro de casa, o Corinthians encontrou muitas dificuldades para furar o bloqueio da equipe gaúcha. Além disso, não ter marcado gols contra Bahia e Criciúma deixou os jogadores do Timão pressionados em excesso. A ansiedade durante o jogo ficou clara em lances em que o último passe saia para um jogador que estava marcado, enquanto outro pedia bola livre. A dificuldade também pode ser explicada em mais uma fraca atuação do meia Douglas, responsável por criar as jogadas de ataque do Alvinegro.
Estava desenhado que se conseguisse fazer o primeiro gol no Juventude o Corinthians venceria a partida, tamanha foi a falta de vontade do time de Caxias do Sul de jogar em busca da vitória. Expulso por reclamação, o técnico Zetti demorou mais de dois minutos para deixar o campo.
Faltava o gol ao Timão, e ele veio aos 44 minutos do primeiro tempo, para alívio da Fiel torcida que, enfim, pode tirar o grito de gol da garganta. Após cobrança de falta de André Santos - em lance que foi muito contestado pelos jogadores do Juventude - a bola pipocou na área do Verdão e Fabinho finalizou. Antes de entrar, a bola rolou pela linha e tocou nas duas traves.
O gol não diminuiu os problemas do Timão, que continuou a ter problemas para criar no restante da partida. Desta forma, chamou o Juventude para seu campo e viu a equipe gaúcha crescer. Faltou à equipe da Serra Gaúcha um poder de fogo maior que traria muito mais problemas - e quem sabe mais uma decepção - para o time do técnico Mano Menezes. Mas Herrera ainda conseguiu ampliar o resultado, aos 45 da etapa final e deu números finais à partida.
Na próxima rodada, o Corinthians vai até Goiânia, onde enfrenta o Vila Nova. O time goiano ainda não perdeu dentro de casa na Série B. O Juventude pega o Brasiliense no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
Quando a fase não é boa, a bola custa a entrar. No gol de Fabinho, ainda no primeiro tempo, a bola tocou nas duas traves e rolou sobre a linha antes de entrar. Gol suado, mas que vale a recuperação da equipe de Mano Menezes na Série B do Campeonato Brasileiro. E o segundo gol, de Herrera- que homenageou Acosta, que só volta a jogar em 2009 -, aconteceu aos 45 minutos da etapa final. De quebra, o Timão ainda desempatou o histórico de confrontos diante da equipe gaúcha.
Com a vitória, o Corinthians foi aos 35 pontos e manteve a diferença de cinco pontos para o segundo colocado, que agora é o Avaí. Em contra partida, com a derrota do Barueri, o Timão ampliou a vantagem para o terceiro colocado: são oito pontos. Já o Juventude perdeu uma posição e agora é o 7º colocado.
Assim como nas duas últimas partidas dentro de casa, o Corinthians encontrou muitas dificuldades para furar o bloqueio da equipe gaúcha. Além disso, não ter marcado gols contra Bahia e Criciúma deixou os jogadores do Timão pressionados em excesso. A ansiedade durante o jogo ficou clara em lances em que o último passe saia para um jogador que estava marcado, enquanto outro pedia bola livre. A dificuldade também pode ser explicada em mais uma fraca atuação do meia Douglas, responsável por criar as jogadas de ataque do Alvinegro.
Estava desenhado que se conseguisse fazer o primeiro gol no Juventude o Corinthians venceria a partida, tamanha foi a falta de vontade do time de Caxias do Sul de jogar em busca da vitória. Expulso por reclamação, o técnico Zetti demorou mais de dois minutos para deixar o campo.
Faltava o gol ao Timão, e ele veio aos 44 minutos do primeiro tempo, para alívio da Fiel torcida que, enfim, pode tirar o grito de gol da garganta. Após cobrança de falta de André Santos - em lance que foi muito contestado pelos jogadores do Juventude - a bola pipocou na área do Verdão e Fabinho finalizou. Antes de entrar, a bola rolou pela linha e tocou nas duas traves.
O gol não diminuiu os problemas do Timão, que continuou a ter problemas para criar no restante da partida. Desta forma, chamou o Juventude para seu campo e viu a equipe gaúcha crescer. Faltou à equipe da Serra Gaúcha um poder de fogo maior que traria muito mais problemas - e quem sabe mais uma decepção - para o time do técnico Mano Menezes. Mas Herrera ainda conseguiu ampliar o resultado, aos 45 da etapa final e deu números finais à partida.
Na próxima rodada, o Corinthians vai até Goiânia, onde enfrenta o Vila Nova. O time goiano ainda não perdeu dentro de casa na Série B. O Juventude pega o Brasiliense no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
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