Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

31 agosto 2009

Arquitetos questionam Bienal "pop" deste ano

Folha de São Paulo

Uma Bienal de Arquitetura pontuada por grafites, um playground para crianças, com ênfase em projetos sustentáveis e marcada por exibir propostas da área para dois eventos esportivos no país --a Copa do Mundo, no ano de 2014, e os Jogos Olímpicos pleiteados pelo Rio, em 2016.

Mas também uma Bienal sem salas de grandes nomes da arquitetura mundial, com enxugamento de projetos expostos e indefinição de convidados a dois meses de sua realização.

A 8ª Bienal Internacional de Arquitetura, que começa em 31 de outubro e segue até 6 de dezembro no parque Ibirapuera, em São Paulo, teve recentemente sua programação lançada pela seção paulista do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) e não obteve uma boa aprovação por profissionais ouvidos pela Folha.


"Quero fazer uma Bienal pop, aproximá-la do público. Quero que as crianças vejam as maquetes dos estádios da Copa no Brasil e se empolguem, tragam os pais e amigos", resume o curador da exposição, Bruno Padovano, 58, professor da FAU-USP. "Nas outras edições, havia muita gente do meio, mas os espaços ficavam às moscas durante a semana."


Assim, a edição que tem como tema Ecos Urbanos foi montada por Padovano para privilegiar dois megaeventos esportivos no Brasil, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos (esse ainda apenas uma candidatura), e seu impacto no urbanismo das grandes cidades.

Na tentativa de ser mais popular, grafites serão espalhados pelas quatro divisões propostas pela Bienal, uma das quais é dedicada à sustentatibilidade. Nesse setor, vai ser criado um grande playground.


O curador também não fechou o número de projetos a serem expostos, mas quer exibir menos do que os 1.200 apresentados na edição passada. "Não haverá espaços atulhados de croquis e desenhos."

Workshops semanais frequentados por profissionais da área vão propor projetos para as cidades-sede da Copa. "É o cerne da Bienal. É algo concreto sobre um evento que mudará as cidades por onde passar."

Propostas concretas


A ênfase nas grandes competições e sua ligação na rede urbana é elogiada por Ruy Ohtake, 70. "É só lembrar do exemplo de Barcelona, que renasceu depois dos Jogos Olímpicos, em 1992, a partir de um ótimo plano de urbanismo."


"A ideia de discutir grandes equipamentos e infraestrutura urbana a propósito da Copa-2014 é um acerto. Grande parte do futuro das cidades brasileiras dependerá muito dessas iniciativas", afirma o crítico Guilherme Wisnik, 36.


No entanto, Wisnik não aprova integralmente o modelo proposto como Padovano. "As Bienais de Arquitetura vêm perdendo a representatividade, assim como as Bienais de arte também. São cada vez mais eventos improvisados, feitos às pressas e com pouca capacidade de articular conceitos e estratégias de modo mais eficaz."


Para o professor da USP São Carlos Renato Anelli, 50, o próprio modo de exibir arquitetura vive uma crise."As formas de exposição são hoje o centro de uma discussão sobre a relação entre o público leigo e a produção cultural. Os cenógrafos tomaram o espaço da expografia, até há pouco disputada por arquitetos de peso, como Lina Bo Bardi", diz ele. "Assim, mostrar arquitetura para um público de massa é tão difícil como mostrar arte."


Vencedor do prêmio principal na Exposição Geral dos Arquitetos na Bienal passada, Marcelo Ferraz, 53, vê com pessimismo a próxima edição. "A palavra sustentabilidade deveria ser proibida por um tempo nessa área. Toda boa arquitetura é sustentável. Acho um equívoco uma Bienal se ancorar nisso", diz ele. "E não vi nada no programa sobre habitação, um tema essencial para discussão no Brasil."

28 agosto 2009

Especial Ataulfo 100 Anos no CCSP

Em comemoração ao centenário de um dos mais importantes compositores da música popular brasileira, Ataulfo Alves, o Centro Cultural São Paulo, CCSP, oferece diversos shows com a presença de músicos como Elza Soares, Maria Alcina, Luiz melodia e Verônica Ferriani. No dia 2, às 19h, Elza Soares e Milena abrem o projeto, já no dia 6, às 18h da tarde, quem se apresenta é Maria Alcina e 2ois. A entrada para todos os shows é Catraca Livre.

Nome do músico: Alaíde Costa e Verônica Ferriani

Data:12 de setembro de 2009, Sábado, 19h00
Dia da Semana: Sábado
Horário:19h
Local: Sala Adoniran Barbosa
Nome do músico: Fabiana Cozza e Mateus Sartori
Nome do Show: Ataulfo 100 anos com Fabiana Cozza e Mateus Sartori

O Que:

Ataulfo 100 Anos

Quando:

Sáb 05/09 às 19:00 (Mais datas)Dom 06/09 às 18:00
Sáb 12/09 às 19:00
Dom 13/09 às 18:00
Sáb 19/09 às 19:00
Dom 20/09 às 18:00

Quanto:

Livre

Onde:

CCSP

Endereço:

R. Vergueiro, 1.000, Liberdade. Tel.: 0/xx/11/3397-4002.

Dia 28 Gunhild Carling & Band se apresenta no Palácio das Artes – Imperdível

26 agosto 2009

Arquiteto Zanettini completa 50 anos dedicados à arquitetura

Equilíbrio entre razão e sensibilidade é a fórmula que norteia sua obra.

“A paixão pela arquitetura,
a doação sem limites pelo ofício
para a realização de meus sonhos,
fizeram da minha vida uma busca permanente
com a razão sempre cúmplice da sensibilidade.”
(Siegbert Zanettini)

Estar além de seu tempo, com marcante visão humanista, é característica sempre presente na arquitetura transformadora de Zanettini. Mais do que projetos, trabalhando sobre conceitos, foi pioneiro, e continua sendo, no desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas construtivos com estruturas de aço, madeira, concreto e alvenaria armada na construção civil. O profissional e professor Zanettini completa este ano 50 anos de arquitetura. Sua obra inclui 1.200 projetos realizados em mais de 5 milhões de metros quadrados, além de quatro décadas de vida dedicadas ao conhecimento acadêmico.

Com uma postura independente e crítica da arquitetura anacrônica e especulativa, seu trabalho reflete uma busca constante por inovar e avançar. Desde o Projeto Casa Limpa na ECO 92, por exemplo, o arquiteto já trabalha com os princípios fundamentais que hoje são amplamente divulgados para as construções sustentáveis. É autor, com José Wagner Garcia como co-autor, da ampliação do CENPES – Centro de Pesquisas da Petrobras no Rio de Janeiro, a ser concluído em julho de 2010, que será referência em sustentabilidade para todo país.






A atuação de Zanettini não separa o pensar do agir, que estão presentes em obras consagradas como as escolas Panamericana de Arte em São Paulo, projetos de tecnologias limpas e preservadoras do meio ambiente, nos quais as formas marcantes com soluções cromáticas, realçadas pelas cores azul, amarelo e vermelho, criam uma relação dissonante com a arquitetônica usual do entorno. A Sede da Zanettini Arquitetura é outro exemplo de solução industrializada, como primeira obra do Brasil totalmente montada com estrutura e componentes prontos das fábricas, que cuidadosamente agrupados conferem leveza e transparência ao conjunto. Já no Hospital São Luiz – Anália Franco, a volumetria resultante e a fluência dos espaços internos são valorizados pela iluminação e ventilação naturais.


Professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Zanettini dedicou-se, desde jovem, à formação de pessoas, com o objetivo de incentivá-las a adquirir amplo conhecimento e novos conceitos para sua atuação profissional. Baseou sua vida e obra como uma associação constante entre conhecimento científico e sensibilidade, tornando-se, assim, uma referência, por sua natureza ética e humanista, tanto no mundo acadêmico, quanto no campo da arquitetura. Seus projetos são resultantes desse equilíbrio entre o conhecimento e criatividade.

Ao defender uma visão holística e contemporânea nos projetos que desenvolve, promove a integração de todas as áreas científicas à arquitetura e constrói, acima de tudo, conceitos onde prevalece qualidade de vida e bem estar dos usuários. E o equilíbrio também parte da busca por diretrizes de sustentabilidade e ecoeficiência na arquitetura, onde a obra compõe de maneira profunda com o meio ambiente.

Zanettini ganhou destaque internacional ao inovar com soluções de estruturas metálicas espacialmente ricas e conceitualmente corretas. O que foi possível em virtude de um apurado domínio das técnicas construtivas, selecionadas e aplicadas com indiscutível rigor, conforme as características de cada obra, cada lugar e de cada material a ser utilizado. “Conferir ao aço a robustez da pedra, o calor da madeira, a maleabilidade do plástico ou a plasticidade moldável do concreto é não entender sua gramática e sua semântica, não articular suas palavras, suas frases e sua mensagem e portanto, não expressar de modo correto a sua linguagem.”, conclui o arquiteto.

Resultado de um importante reconhecimento público por sua extensa trajetória, Zanettini recebeu inúmeros prêmios, menções honrosas e títulos, nesses 50 anos. Com destaque para o premio A LA EXCELENCIA ILAFA – concedido em 2003 pelo Instituto Latino Americano de Ferro e Aço e, no mesmo ano, para o Prêmio ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica) de Melhores Obras em Aço. Foi premiado como Destaque na II Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo pelo projeto da Escola Panamericana de Arte. É autor dos livros Arquitetura Razão Sensibilidade, Edusp, 2002, e A Obra em Aço de Zanettini, J.J. Carol editora, 2007.

Doce ou seco? O vinho que você escolhe revela sua personalidade

O gosto por Sauvignon Blanc e Chardonnay ou a preferência por Bordeaux ou Zinfandel podem indicar mais que apenas uma preferência em termos de vinho. É possível que também sejam indicativos de traços da personalidade.

Uma pesquisa de cientistas da Austrália e Grã-Bretanha mostra que as pessoas que preferem vinhos de sabor doce apresentam tendência maior a ser impulsivas, enquanto aquelas que optam por vinhos secos são mais abertas.

"Os participantes cuja preferência é pelo sabor doce tiveram escore de impulsividade significativamente maior que seus colegas que preferem vinhos secos", disseram no estudo Anthony J. Saliba, da Universidade Charles Sturt, de Wagga Wagga, Austrália, e seus colegas.
Juntamente com Saliba, Kate Wragg e Paul Richardson, da universidade inglesa de Sheffield Hallam, disseram que, além de impulsividade e abertura, nenhum outro traço de personalidade diferiu significativamente entre os dois grupos.

"Existe alguma base de apoio para a ideia de que a preferência pelo doce se desenvolve cedo nos humanos e, desse modo, pode alimentar o desenvolvimento da impulsividade", disseram os pesquisadores, que divulgaram sua descoberta no periódico Food Quality and Preference.

Eles testaram as preferências em matéria de vinho de 45 pessoas de Sheffield, na Inglaterra, e as dividiram em dois grupos, segundo sua preferência por vinhos doces ou secos.

Cada grupo também foi submetido a testes de personalidade para avaliar sua impulsividade, empatia, abertura, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neurose.

Os pesquisadores disseram que há sinais de que a preferência pelo sabor doce varia ao longo da vida. Ela parece ser maior na infância, diminuindo no final da adolescência.

Eles pediram mais estudos para determinar se existe ou não uma relação de causa e efeito entre impulsividade e sabor doce.

25 agosto 2009

Os cinco piores apresentadores de TV

Datena

Fala o que pensa sem medo de nada, mas se ele é tão sábio quanto ao que o Brasil precisa pra melhorar, porque ele não vai lá e faz alguma coisa ao invés de ficar só reclamando? Aliás, o povo Brasileiro é assim: Só reclama mas não faz nada pra mudar. Como um Policial disse: Ele diz a opinião dele baseada em "achismo", o que ele acha que aconteceu é o que interessa e pronto. Se um caso policial tem uma revira volta, muda de opinião. É um cara de pau como os outros apresentadores da TV.

Íris Stefanelli

Essa não merece nem que eu perca meu tempo nem gaste meus dedos digitando. Qualquer crítica é um elogio. Nota zero já está de ótimo tamanho.

Nelson Rubens

O rei do sensacionalismo da TV Brasileira, apresenta notícias como: "Ivete Sangalo vai ao mercado e compra leite" como a bomba do ano, os anúncios no programa aparecem mais que o apresentador.

Milton Neves

O rei do Merchan na TV Brasileira, a cada 5 minutos são 2 anúncios e 1 comercial nos programas dele. O cara vende de tudo: Desde Trecopix a cintas pra mulherada segurar as pelancas. Também faz parte da turma dos sensacionalistas, muda de opinião a cada jogo de futebol. Totalmente parcial puxa a brasa para a sardinha que estiver no topo.

Ratinho

Carlos Massa, sempre foi conhecido pelos programas medíocres e o sensacionalismo barato. Apresentava quadros sobre lobisomem com seriedade, como se fosse a matéria jornalística do ano. A baixaria sempre fez parte dos programas do Ratinho, como teste de DNA, há quem diga que tudo era combinado, confesso que não duvido disso.
Fonte: A lista foi feita pelo blog: bondosos.blogspot.com/

20 agosto 2009

Especial no corredor da Olido

O especial corredor da Olido traz música gratuita e de ótima qualidade toda sexta-feira, às 13h30 e 17hs.

Confira a programação do mês de agosto.

Duo Caleidoscópio (7)
Interpretando canções de Edith Piaf, o Duo transporta o público para a época dos programas de rádio.

Quarteto Abayomi (14)
Com Adriano Paes, Patricia Nogueira, Juliana Oliveira e Josiane Gonçalves.O grupo interpreta música brasileira, utilizando violão e voz.Dani Lasalvia (21) A cantora, compositora e violeira apresenta repertório de modas de viola e música regional brasileira, acompanhada pelo também violeiro, cantor e compositor mineiro, Dércio Marques.

Lu Horta (28)
Acompanhada por Marcelo Effori (teclado e samplers), Lu Horta, integrante do grupo Barbatuques, apresenta seu segundo CD-solo, Paraíso eu. O trabalho reúne canções próprias e parcerias com Ricardo Breim, Jean Boechat, Moisés Santana, além de releituras sonoras de músicos como Arnaldo Antunes e Vítor Ramil.

Petrobras descobre óleo leve na bacia de Campos

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira a descoberta de óleo leve em reservatórios situados na bacia de Campos.

"Análises preliminares indicam a presença de volumes recuperáveis em torno de 280 milhões de barris de óleo leve (28 graus API) e com boa produtividade", destacou a estatal em um comunicado.

A descoberta, no pós-sal, ocorreu com a perfuração do poço informalmente denominado Aruanã, na concessão exploratória BM-C-36 (bloco C-M-401), operada com exclusividade pela Petrobras.

O chamado poço descobridor está localizado a cerca de 120 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 976 metros.

Aruanã ainda será objeto de um plano de Avaliação e Descoberta a ser apresentado à Agência Nacional de Petróleo (ANP).

A Petrobras já perfurou, também na bacia de Campos, no Campo de Marlim Sul, dois poços em reservatórios geologicamente semelhantes à Aruanã: Jurará e Muçuã, em 2007 e 2009.

"Esses poços foram perfurados em lâmina d'água de 1.200 m e permitiram as estimativas, em conjunto, de 350 milhões de barris recuperáveis de óleo de 27 graus API", acrescentou um informe ao mercado, lembrando que o desenvolvimento desses projetos está previsto no Plano Estratégico 2009-2013.

De acordo com a Petrobras, "a produção do conjunto dessas áreas deve contribuir a curto e médio prazos para o crescimento da curva de produção da companhia, pois já existem instaladas estruturas de produção e escoamento".

Record X Globo

Por Fernando Costa

Podemos fazer a leitura desta disputa de varias formas. Atento-me a dois fatos, a disputa econômica e a política. A briga é de gigantes de um lado o sistema globo com canais de televisão, rádios, jornais impressos, mídia digital, aliados políticos e muito dinheiro. Do outro a Igreja Universal com tudo que a outra tem, e um aditivo de oito milhões de seguidores em suas mais de cinco mil igrejas no Brasil.

Esqueçam tudo que foi dito e se atentem aos fatos, a Globo é há muito tempo à detentora do monopólio da comunicação no Brasil, o que significava a maior parcela em participação de publicidade, o que representa dinheiro (muito dinheiro).

Aí, vem a Record e copia tudo que a Globo faz, tanto na grade de programação como na estratégia de disputa de mercado. E a rede do Bispo começa a ganhar parcela significativa deste dinheiro.


É importante lembrar que essa disputa não é religiosa. Os dois lados sabem bem disso, apesar da igreja universal tentar dar essa conotação para construir sua defesa. E para não entrarmos nesta disputa com paixões desproporcionais em defesa de cada lado. Temos que ter claro que a Universal não representa os evangélicos, assim como a Globo não representa a ética.

Acusações

A Record, segundo veicula a Globo pelos seus telejornais, vem sendo financiada pelo dinheiro arrecadado entre os fiéis da Igreja Universal. Quem é do meio de publicidade sabe a dificuldade em conquistar anunciantes, a Record não se preocupa com isso para crescer e se estruturar, o dinheiro vem dos templos. O que preocupa a Globo.

Poder

A Globo e sua histórica liderança nos índices de audiência nunca foram ameaçados por TV alguma, nunca. O que significa poder e a globo sempre usou o dele para manipular a opinião publica, quem não lembra que foi o canal da família Marinho que colocou e derrubou Collor.

A Globo sempre esteve ao lado do governo. Essa sua vocação é de berço, uma vez que nasceu nos braços dos militares. Apoiar governos, entretanto, não significa não mostrar quem manda. É por isso que ela derrubou o Collor, desestabilizou FHC e tentou derrubar Lula no Mensalão. A idéia é sempre mostrar quem paira sobre o bem e o mau.
Política

Outra questão que se coloca agora é política. O Lula está com 80% de aprovação, a Dilma é uma aposta, a oposição não tem discurso, o Serra não encanta. Lula já ficou oito anos, a Dilma se tudo der certo fica mais quatro, o Lula volta e ganha de qualquer um e fica mais oito anos. Esse é o desespero não apenas da oposição, mas das grandes mídias, leia-se, Globo, Folha, Estadão e Veja.


Não é por outro motivo que tentam de qualquer maneira tirar Sarney, abre-se caminho para pôr alguém da oposição na presidência do Senado, e depois disso provocar uma crise institucional envolvendo Lula, Dilma ou qualquer coisa assim. Seria a cereja no bolo antes das eleições em 2010. Assim como acharam o escândalo do dinheiro na véspera do primeiro turno em 2006 que levou a eleição para o segundo turno entre Alckmin e Lula, pensam em algo agora que possa provocar uma instabilidade eleitoral capaz de colocar freio na escalada de Lula e talvez de sua candidata.


Foi muito interessante ver como a imprensa mudou os números neste um ano para dizer que o Brasil havia entrado na mais profunda desgraça econômica, coisa que acabou não acontecendo. A idéia era que a crise econômica chegasse aqui como um terremoto e terminasse com a oposição no pináculo do poder. Não aconteceu.

Por fim, a crise nos Estados Unidos não foi apenas uma congestão no sistema, foi uma crise de concepção de mundo, uma crise ideológica. Não adianta, a sociedade e a economia vão sofrer mudanças, uma crise é igual a qualquer processo revolucionário, mudam-se conceitos.

E globo e Record querem disputar este espaço daqui pra frente. Vão se formar outros pensamentos e a globo está preocupada em não ter exclusividade neste processo. Afinal, a Globo fez isso na ditadura e no final dela. Formou milhares com seu processo de manipulação e criou um padrão ideológico no povo brasileiro.


As conseqüências disso por aqui são uma disputa para ver quem dará as linhas e contornos do que será o Brasil nos próximos 30 anos. Amazônia, pré-sal e Petrobrás, o tripé de uma força que sustentará os projetos de pais e dirá o que seremos daqui para frente.

Todo este palco, eleições 2010, Lula/oposição e agora Globo e Record, embora não pareçam ligados, estão. É a disputa em meio a um vácuo ideológico que se abriu com a crise americana. Ou seja, já que não tem cartilha vinda do norte, o que seremos e faremos – é disso que se trata e essa é a verdadeira disputa.

18 agosto 2009

Sociedade ainda não absorveu a Liberdade de Expressão

Painel com jornalistas brasileiros e com o repórter greco/britânico Iason Athanasiadis marcou discussão sobre a imprensa livre.


A liberdade de expressão precisa se tornar um valor consolidado junto à sociedade brasileira, e não um valor abstrato. A opinião foi dada por Fernando Rodrigues, repórter da Folha de São Paulo, após mediar o painel “Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas”, promovido pela Associação Nacional de Jornais em Brasília. O debate fez parte da comemoração dos 30 anos da ANJ, criada em 17 de agosto de 1979.

O painel começou com o repórter Iason Athanasiadis, freelancer e colaborador de jornais como o “The Washington Times”, que narrou a experiência de vinte dias de prisão no Irã, após os protestos da população contra o resultado da recente eleição. A pressão dos órgãos de segurança iranianos, a busca pelo controle dos meios digitais e virtuais, e até mesmo a tentativa de conseguir nomes de usuários e senhas dos presos em sites da internet de redes sociais fizeram parte das ações. Medo e revolta enquanto sentimentos existentes na população do Irã.

A partir daí instalou-se o debate entre os convidados: Marcelo Rech (Grupo RBS), Daniel Piza (O Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Lins da Silva (Folha de São Paulo), Alon Feuerwerker (Correio Braziliense) e Merval Pereira (O Globo).

Marcelo Rech lembrou que os brasileiros conviveram decênios com a censura, situação alterada com a redemocratização e nova Constituição Federal. No entanto, questionou se vive-se hoje maior liberdade de expressão, uma vez que há muitas restrições legais para as empresas jornalísticas. Citou a “indústria do dano moral” que busca cercear a atuação da imprensa com ameaças econômico-financeiras, ou o direito ao sigilo – que passou a esconder atos de corrupção.

A pouca noção de cidadania e a aceitação da censura nos diversos meios de comunicação também fazem parte do “caldo cultural” que forma a sociedade brasileira, consideraram Daniel Piza e Carlos Eduardo Lins da Silva. Apesar disso, lembrou Alon Feuerwerker, as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal acabando com a lei de imprensa e a obrigatoriedade do diploma para jornalista evidenciam que, no Brasil, o direito de expressão antecede os demais.

Em relação ao futuro do jornalismo, houve quase unanimidade quanto a necessidade da boa estruturação empresarial e econômica para apoiar a atividade. Conforme Merval Pereira, aprende-se nas redações as regras básicas da profissão, o que, quando e onde coletar e publicar informações. Daniel Piza discordou, considerando que alguns jornalistas em blogs efetuam excelente trabalho, mas a opinião não foi convergente no grupo. Apesar disso, disse Alon Feuerwerker, sempre será necessário que alguém pago busque a informação na fonte, e em que meio a informação vai ao ar (net, papel, rádio) não importa.

Para a presidente da ANJ, Judith Brito, que presidiu a abertura do painel, a liberdade de expressão deve ser sempre motivo de atenção da associação e da sociedade, pois “qualquer democracia consolidada é vigilante quanto a liberdade de expressão”. Lembrou que a ANJ sempre foi incisiva contra as agressões a essa liberdade.

07 agosto 2009

O metrô de Lá - Um olhar brasileiro sobre o metrô de Moscou

A partir de agosto, “O metrô de Lá”, a exposição itinerante do fotógrafo paulistano Luiz Moretti, irá percorrer as estações de metrô de São Paulo mostrando 20 imagens selecionadas e dispostas em amplos painéis do subterrâneo de Moscou.

A mostra é um ensaio de diferentes ângulos, aspectos culturais e espaciais do transporte daquele país, considerado um dos mais belos do mundo.

Com início na estação Clínicas, a exposição passará em setembro para a estação Brás e em outubro para a linha azul - Ana Rosa.

O projeto, na estação Clínicas, conta com instalações que possibilitam ao deficiente auditivo e visual perceber o espaço cultural. Uma demarcação no chão e mini caixas com autofalantes ao som de ruídos comuns às estações de lá acrescentam a exposição.

Sobre o Metrô de Moscou


Foi construído durante o governo de Joseph Stalin, em 1935, e é um dos mais freqüentados do mundo (cerca de 8 milhões de pessoas sobem e descem dos vagões todo dia numa cidade com pouco mais de 10 milhões de habitantes). São 171 estações distribuídas numa rede de 12 linhas. Algumas estações construídas durante a Segunda Guerra Mundial foram planejadas originalmente como abrigos em caso de bombardeio.

Sob o regime de Stalin, entre os anos 30 e 50, surgiram as estações mais grandiosas. As estações construídas nos governos de Nikita Kruschev e Leonid Brezhnev, entre os anos 50 e 70, ganharam iluminação e decoração bem mais simples. Dos anos 80 para cá, as novas estações voltaram a ser mais extravagantes e arrojadas.











A Casa das Rosas


A Casa das Rosas- Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
é um Centro Cultural localizado na Avenida Paulista 37, em um dos últimos casarões da avenida mais movimentada do país. A atmosfera onírica da antiga construção e seu jardim, em contraste com a moderna estrutura urbana, traduz o que a Casa das Rosas representa: um refúgio onde toda a expressão poética encontra seu espaço. Um território onde a liberdade artística se materializa, por meio de saraus, recitais, lançamentos de livros, peças de teatro, exposições e qualquer outro formato que privilegie a difusão da poesia e da arte em geral.


A poesia encontra na Casa das Rosas um espaço completamente democrático, onde se pretende desfazer preconceitos e qualquer paradigma negativo sobre a arte poética. É também o primeiro espaço público do país destinado à poesia, sendo batizado como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, em homenagem ao poeta paulistano, falecido em 2003.


ARQUITETURA

Projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo, em 1928, a casa mistura métodos construtivos de diferentes épocas, o chamado “estilo eclético”, com influência também da Art Déco. Construída numa área de 5.500 metros quadrados, a casa possui 30 cômodos no estilo arquitetônico francês. A Casa das Rosas agrega elementos da Renascença e do estilo Luis XV, que retomou os padrões e o rigor da arquitetura greco-romana, o que se convencionou chamar de neoclassicismo. O interior da Casa é ainda mais eclético, pois combina elementos decorativos ingleses, principalmente nas aplicações de gesso nos estilos Adam, Hepplewhite, Shareton e Chippendale em seus 30 cômodos, claramente divididos em área social, íntima e de serviço. A Casa das Rosas foi declarada patrimônio público pelo Condenphaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), sendo tombada em 1985.


Francisco de Paula Ramos de Azevedo (São Paulo, SP- 1851-1929) foi o mais importante arquiteto do período áureo da economia cafeeira em São Paulo. Suas dezenas de projetos de edifícios públicos e residências contribuíram para redefinir a cidade como metrópole de vocação cosmopolita. A Casa das Rosas foi projetada e construída por seu escritório entre 1928 e 1935 para sua filha Lúcia Ramos de Azevedo, que residiu na casa com o marido, o engenheiro Ernesto Dias de Castro.

Os desafios de editar Euclides da Cunha

Professora Walnice Galvão abre Ciclo sobre o Centenário de Morte de Euclides da Cunha com "Os desafios de editar Euclides da Cunha"

Em comemoração ao Centenário de morte do escritor Euclides da Cunha, a Academia Brasileira de Letras realizará, ao longo dos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, uma série de eventos centrados em um dos maiores escritores e jornalistas do Brasil. Na próxima terça-feira, 11 de agosto, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr., se iniciará o Ciclo de Conferências em sua homenagem, tendo como palestra de abertura "Os desafios de editar Euclides da Cunha", com a conferêncista Walnice Nogueira Galvão.


Na conferência, a Professora concentrará a análise em três das mais relevantes das contribuições do escritor, que são o Diário de uma expedição, a Epistolografia e Os sertões.

Nas próximas conferências serão abordados assuntos como: "Euclides da Cunha e o Exército", por José Murilo de Carvalho, no dia 18/8; "Euclides da Cunha e o Itamaraty", por Affonso Arinos, no dia 25/8; "Os Sertões: Uma epopéia dos vencidos", em 1/9, com José Maurício Gomes de Almeida; teremos Nísia Trindade Lima falando sobre "Euclides da Cunha e o pensamento social brasileiro" no dia 8/9; Francisco Foot Hardman, no dia 15/9, falando sobre "Euclides e a Amazônia"; "Confluências de linguagem em Euclides da Cunha e Guimarães Rosa", por Per Johns, em 22/9; Ricardo Ventura Santos, no dia 29/9, falando sobre "A antropologia de Os Sertões"; "Os fundamentos científicos em Euclides da Cunha", em 6/10, por José Carlos Barreto Santana; Moacyr Scliar falando sobre "A medicina nos tempos de Euclides da Cunha" em 13/10; "Euclides da Cunha jornalista", em 20/10, por Cícero Sandroni; e, finalizando o ciclo, teremos Alberto Venancio Filho, em 27/10, falando sobre "A recepção de Os Sertões"

Sob coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho, o evento terá entrada gratuita mediante inscrição prévia até o dia 14 de agosto e transmissão ao vivo pelo portal da ABL. Serão fornecidos certificados de frequência.

Cilada - Festa Infantil

Quem topa casar assim?

06 agosto 2009

Parte 2

Não sei porque - Ele levou as bexigas para casa.
Arroz de festa - Afonso sempre com poses exoticas

Douglas e Júlio - O novo casal chamou a atenção


Sessão: Eu sei passar vergonha em festas e afins. Capitulo de hoje: Minha Família




Abandono e incompreensão ameaçam legado de Burle Marx








No centenário de nascimento do célebre paisagista, especialistas cobram atenção a sua obra

Haruyoshi Ono não pode acreditar. Um dia depois de contar ao estadao.com.br que o Parque do Flamengo, no Rio, era a "menina dos olhos" do paisagista Roberto Burle Marx, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, postou no Twitter a intenção de promover justamente por lá a etapa inaugural da temporada 2010 de Fórmula Indy. "Só posso achar que é brincadeira. Somos totalmente contra", reage o ex-assistente e depois sócio do mais célebre paisagista brasileiro, cujo centenário de nascimento foi lembrado no dia 4.

O episódio ilustra bem a constante ameaça que ronda o legado de Burle Marx, inventor do jardim moderno brasileiro. O parque é, entre mais de 2 mil projetos, um dos mais bem sucedidos de Burle Marx. É exemplo único de projeto tombado mesmo antes de ser concluído, nos anos 60, tamanho o impacto da obra. Mas isso nem o livrou de intervenções imprevistas - como a Marina da Glória, que se fez por uma canetada durante regime militar - nem garante sua devida manutenção. Há uma década, o parque passou por obras de recuperação, mas hoje seu estado, na descrição do arquiteto Eduardo Barra, é "lastimável". "Se isso ocorre num parque daquelas proporções, imagine nos espaços menores, mais escondidos", diz.

Esta inquietação levou a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas em 2007, então presidida por Barra, a solicitar o tombamento de toda a obra de Burle Marx no Rio, cidade em que o paisagista imprimiu uma série de marcas: o calçadão da Avenida Atlântica, os jardins do MAM, do Largo da Carioca e outras dezenas de obras. "É uma forma de frear esse arroubo de criatividade de nossos governantes e mesmo de alguns profissionais que ainda não compreenderam a importância do legado do mestre", diz Barra, dando por exemplo a intenção de um colega de interferir em uma obra de Burle Marx "transformando-a de contemplativa em interativa, seja lá o que isso venha a significar".

O pedido de tombamento foi encampado pela prefeitura e - surpresa - resistiu à troca de administração, em 2008. Mas ainda está no papel: estuda-se agora uma relação de 80 a 100 obras para o tombamento, mas não há previsão para que seja concluído.

Recife, em que Burle Marx também imprimiu uma forte identidade paisagística, está na frente. O inventário de obras está pronto e aguarda-se para este ano o tombamento de seis praças públicas, tanto no âmbito estadual (Fundarpe) como federal (Iphan). E o mais importante: três praças já foram reformadas, uma já tem o plano de restauro pronto e em outras duas nem precisa mexer porque estão razoavelmente bem conservadas, informa a arquiteta Ana Rita Sá Carneiro, especialista em Burle Marx e coordenadora do Laboratório da Paisagem, da Universidade Federal de Pernambuco.

Outros jardins de Burle Marx não tiveram a mesma sorte e sumiram completamente da paisagem: desde jóias privadas, como os da residência de Carlos Somlo, em Teresópolis, até os pátios da Unesco, em Paris, que foram destruídos em uma criticada reforma nos anos 90. Outros se desfiguram e somem aos poucos, como o Jardim das Nações, em Viena, cuja ruína é testemunhada pelo arquiteto paisagista Erich Proglhof, brasileiro de São José dos Campos que mora há 22 anos na capital austríaca. Seu estado atual é "deplorável", conta.


EFÊMERO

"Paisagismo é arte efêmera", diz o arquiteto Guilherme Mazza Dourado. "Se você não tiver um cuidado sistemático, desaparece", ensina. Dourado está lançando o livro 'Modernidade Verde'. A obra é resultado de uma longa pesquisa que teve por ponto de partida uma entrevista concedida por Burle Marx em 1991, três anos antes de sua morte, e cujo registro em áudio o estadao.com.br publica agora pela primeira vez.

O arquiteto tem boas memórias do encontro. "Cheguei temeroso", escreve, na apresentação do livro, "sem saber como proceder diante de uma figura mítica do paisagismo moderno". Acabou por descobrir "um senhor muito afável, espontâneo, comunicativo e que não fazia a menor questão de manter uma cerimoniosa distância de mortais como eu".

O trabalho de Dourado tem o mérito de manter distância do folclore que envolveu o trabalho e a vida do paisagista e se apoiar numa pesquisa cuidadosa e documentada, que, antes do livro, lhe rendeu em 2000 o título de mestre pela Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Centrou foco no que chama a maturidade profissional de Burle Marx, cobrindo dos jardins públicos do Recife, nos anos 30, à implantação do Parque do Flamengo.



VIVER A ARTE

Roberto Burle Marx nasceu na Vila Fortunata, na Avenida Paulista, de mãe pernambucana (Cecilia Burle) e pai judeu alemão (Wilhelm Marx, de longínquo parentesco com o famigerado Karl, segundo o folclore familiar). Em 1914, a família mudou-se para o Leme, no Rio, e dessa mudança o pequeno Burle Marx guardou a imagem da mãe transplantando roseiras de uma cidade a outra. Tal cultivo Burle Marx mais tarde iria combater, em favor de espécies da flora brasileira. Dizia que não se pode esperar que uma rosa repita nos trópicos o desempenho que lhe é natural em clima temperado. De qualquer forma, o paisagista creditava à sua mãe o amor às plantas e a lição de que "a arte deve ser vivida".

Foi bem o que ele fez. Antes de se tornar o notório paisagista, já era um premiado pintor, depois escultor, gravurista, figurinista, tapeceiro, ceramista, designer de joias e, informalmente, ainda cantava. Criança, foi vizinho de frente de Manuel Bandeira, a quem divertia com seus desenhos. Foi amigo de infância - e por toda a vida - de Lúcio Costa. Estudou com Oscar Niemeyer e Hélio Uchoa. Foi aluno de Leo Putz e Portinari. Deu aula para Ligia Clark.

Quer dizer, Burle Marx exerceu diversas formas de expressão e dialogou com alguns de seus mestres, e a pesquisa de Dourado é bem sucedida ao apontar conexões entre seu paisagismo e o meio cultural da primeira metade do século 20. Como outros modernos, ele também descobriu o Brasil no exterior, ao encantar-se com espécies da flora nacional em uma estufa na Alemanha. Como outros modernos, também alimentou-se das vanguardas europeias, em particular do repertório de curvas de pintores abstratos, marca de seus trabalhos mais conhecidos. Finalmente, também procurou imprimir em seus jardins certo caráter brasileiro, "como Tarsila do Amaral na pintura e Villa-Lobos na música", explica Dourado.

O pesquisador anota que, à época em que Burle Marx se decidia pelo paisagismo, "os poetas, os pintores, o movimento moderno em geral também estava olhando para a paisagem, e alguns elementos vegetais se tornaram muito emblemáticos."




CACTOS




Um destes elementos emblemáticos é o cacto, presente em Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Manuel Bandeira, entre outros. Pois Burle Marx, convidado a assumir a direção de Parques e Jardins de Recife em 1935, foi justamente propor o Cactário da Madalena, que espantou Recife ainda mais que seus lenços e paletós coloridos. Depois rebatizada Euclides da Cunha, a praça resume bem uma questão cara ao movimento moderno, a expressão da identidade brasileira, e outra especificamente importante para o paisagista: o sucesso ecológico de um jardim.

Era a ruptura. Era o fim do paisagismo de importação. Daí em diante Burle Marx passaria a explorar sistematicamente espécies das matas tropicais, de restinga, do cerrado. Passou a viajar o País a fim de alargar seu vocabulário botânico e acabou alargando a própria botânica: descobriu diversas espécies e batizou pelo menos 14 e ainda todo um gênero novo, o Burlemarxia spiralis. Adquiriu em sociedade com o irmão Guilherme o Sítio Santo Antônio da Bica, em Barra de Guaratiba, que se tornaria um fabuloso laboratório paisagístico e, por fim, sua residência, onde chegou a colecionar 3,5 mil espécies de plantas.





O livro de Dourado é repleto de projetos originais que permitem conhecer este rico repertório (incluindo um índice botânico), mesmo no caso de obras que nunca saíram do papel, como a Praça Santa Rosa, em Belo Horizonte. É um caso exemplar. A área destinada ao projeto, nos anos 40, não parecia prestar: seca e pedregosa. Mas para Burle Marx isso foi antes um estímulo, a que respondeu empregando seu mais extenso programa vegetal, com 191 espécies diferentes, incluindo uma vasta série de plantas adaptadas aos rigores da região. "Era a vegetação das Minas, de cerrado", diz Dourado. "E não havia viveirista que oferecesse. Acho que isso foi um dos motivos que inviabilizaram o projeto."


Fazenda Marambaia, em Petrópolis. "Burle Marx traz o cenário das Serra dos Órgãos para dentro do jardim", descreve Dourado. Foto: Haruyoshi Ono/Divulgação.



A ESCOLA



Das viagens pelo Brasil e do interesse botânico, nasceu sua militância pela preservação ambiental. Desde os anos 40, Burle Marx aproveitou toda oportunidade para alertar contra o desmatamento. "É preciso proteger a natureza como repositório da beleza", pregava. "Ninguém quer confinar as pessoas em suas áreas de origem ou impedir a instalação de fábricas, mas é preciso mais talento para que essa ocupação ocorra sem prejuízo generalizado" Às vezes, parecia se render: "O brasileiro não gosta de planta. É um grande depredador." Mas a cada nova entrevista, cada nova premiação, voltava à carga, cobrando ora o combate ao desmatamento, ora a criação de mais áreas verdes nas cidades, ora a conservação de sua própria obra.
Embora preferisse os parques públicos, de um modo geral foram os jardins privados que tiveram melhor sorte, como o da residência Odete Monteiro, atual Fazenda Marambaia, no Rio de Janeiro. Em impecável estado de preservação, este jardim era um dos mais queridos do paisagista, na lembrança de Haruyoshi. É também um dos mais premiados, desde a Bienal de São Paulo. "Burle Marx traz o cenário das Serra dos Órgãos para dentro do jardim", descreve Dourado. "É assombroso."



Por lá Burle Marx experimentou uma de suas últimas paixões, as veloziáceas - como a canela-de-ema. "Ele gostava de todas as plantas, mas tinha suas preferências", conta Haruyoshi. "Uma época ele gostava muito das aráceas (dos filodendros e antúrios). Depois passou para marantáceas, bromeliáceas, palmáceas e, principalmente no final da vida, as veloziáceas." Ao morrer, em 1994, Burle Marx já havia deixado sua marca por diversas cidades, um sítio tombado como patrimônio histórico e uma escola: "Ele inovou o aspecto da composição de um jardim, utilizando a flora brasileira, a exuberância das folhagens", diz Haruyoshi.




RETROCESSO
Mas tanto Dourado, em São Paulo, como Proglhof, em Viena, enxergam certo retrocesso na influência exercida por Burle Marx. "Vou ao Brasil pelo menos duas vezes ao ano e percebo que muita gente o venera sem realmente entender seu trabalho", diz Proglhof. "Basta observar como o gosto geral vem regredindo para a estética medíocre americanizada de jardim 'limpo' de condomínio", completa - ressalvando, claro, que muitos profissionais nem vivem à sombra de Burle Marx, nem se rendem ao que chama de "disneyficação" da paisagem.




"Estamos vivendo um momento retrógrado", confirma Dourado. "Hoje, novamente, se voltou a valorizar muito mais o que vem de fora." E não se trata dos jardins temáticos saídos das revistas especializadas. "É pior. É uma imitação do jardim clássico francês, que chega até nós via Miami, com plantas podadas, para adquirir volumes, elementos geométricas, imitando pequenas paredes", descreve. "Estamos reproduzindo o pior que tem nos Estados Unidos e filtrando uma tradição francesa que nem tem a ver com o que era a tradição francesa."
"O QUE O PODER PÚBLICO COSTUMA FAZER"


Haruyoshi teme pela obra do mestre. Receia que um dia ela só seja conhecida em livros como o de Dourado. Ou em mostras, como 'A Permanência do Instável', que está em cartaz em São Paulo, no Museu de Arte Moderna, e 'Burle Marx por Gautherot', que será aberta dia 8 no Rio, no Instituto Moreira Salles (que, diga-se, exibe um de seus mais belos e bem conservados jardins). Não seria surpresa nenhuma para Burle Marx. Dizia que no Brasil jardim é feito para a festa de inauguração, a que se segue "o que o poder público costuma fazer com suas obras: abandoná-las".

'Seu coronel de merda, me respeite', grita Renan

05 agosto 2009

No ar, o primeiro site Marina Silva para presidente

A turma é rápida no gatilho. Acesse o site Marina Silva presidente.

Até que enfim uma boa candidata!

Chineses confiam mais em prostitutas que em políticos

Uma pesquisa realizada pela internet sugere que os chineses consideram as prostitutas como uma das três categorias profissionais mais confiáveis do país, à frente, inclusive, dos políticos.
A pesquisa foi realizada pela revista Insight China entre junho e julho de 2009, com 3.376 cidadãos chineses.

Segundo a enquete, 7,9% dos pesquisados consideravam as prostitutas confiáveis. Na lista geral, elas estão atrás apenas de fazendeiros e religiosos.

Soldados ficaram em quarto lugar na lista de confiabilidade.

"A inesperada importância das prostitutas na lista de honra... é, sem dúvida, algo muito raro", afirmou o jornal estatal China Daily em um editorial.

"Uma lista como esta é, ao mesmo tempo, surpreendente e constrangedora", disse o editorial.
Políticos ficaram bem abaixo na lista de confiabilidade, junto com cientistas e professores.

"Pelo menos (cientistas e autoridades) não ficaram entre as categorias menos confiáveis, que é formada pelos desenvolvedores imobiliários, secretários, artistas e diretores", dizia o editorial do China Daily.

Festival de Cinema Brasileiro em Israel

O secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, participa no período de 3 a 5 de agosto da nona edição do Festival de Cinema Brasileiro em Israel, um dos principais eventos de difusão cultural brasileira no exterior.
O Festival acontece anualmente, sempre em agosto, nas cidades de Tel Aviv, Jerusalém e Haifa, e exibe longas-metragens de ficção e documentários do cinema nacional, que concorrem ao prêmio pelo Júri Oficial - melhor filme nas categorias ficção e documentário - e Júri Popular - melhor filme.Dos filmes brasileiros enviados, já participaram longas como Tropa de Elite, Meu nome não é Johnny, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, O Céu de Suely, O Cheiro do Ralo, Condor, Fabricando Tom Zé, entre os mais recentes.Distribuidores, exibidores, jornalistas, artistas, além de um público de cinéfilos que mantém ligação com o Brasil e seus movimentos culturais, terão oportunidade de assistir desde filmes de longa-metragem de ficção a documentários que refletem a atualidade do cinema brasileiro.
Participam da nona edição os seguintes filmes: Casa de Alice; O Signo da Cidade; Verônica; Romance; Os desafinados; Chega de Saudade; Divã; Um Romance de Geração; Documentários; O Homem que engarrafava nuvens; Loki - Arnaldo Batista; Palavra (En) Cantada; A casa do Tom; Pan - Cinema Permanente.

Atletas brasileiros são suspensos por doping na Alemanha

Cinco atletas da delegação brasileira que já estavam na Alemanha, participando do treinamento preparatório para o Mundial de Atletismo, foram suspensos nesta terça-feira após testarem para substâncias proibidas em exames antidoping realizados no Brasil.


Segundo nota da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), os atletas Bruno Lins Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre foram pegos em exames antidoping realizados de surpresa, fora do período de competição, em 15 de junho.


Os cinco estão proibidos de participar de competições até que sejam conhecidos os resultados das contraprovas.

Os atletas deixaram a delegação e começaram sua volta ao Brasil ao lado dos treinadores Jayme Netto Junior e Inaldo Justino de Sena. A CBAt determinou a abertura de um inquérito administrativo para investigar o caso.

O Mundial de Atletismo será realizado entre os dias 15 e 23 de agosto, em Berlim.

Autora de "Crepúsculo" é acusada de plágio

Uma escritora pretende processar a autora da série "Crepúsculo", Stephenie Meyer, acusando-a de ter copiado trechos de um livro pouco conhecido em seu romance "Amanhecer", disse um advogado na terça-feira.

J. Craig Williams, que representa a autora de "The Nocturne", Jordan Scott, disse à Reuters, por telefone, que as passagens em questão têm pouca semelhança de texto, mas os livros têm trama e personagens parecidos.

A editora Hachette, que publica os livros de Meyer, disse que a acusação não tem fundamento, e que sua autora criou toda a série "Crepúsculo" sem nunca ter ouvido falar de "The Nocturne".

"Amanhecer", lançado em 2008, é o quarto romance da série que tem como protagonista a adolescente Bella Swan, surpreendida em um romance com o vampiro Edward Cullen.

A editora diz que a série vendeu 70 milhões de exemplares no mundo, além de servir de base para uma série de filmes da produtora Summit Entertainment. O primeiro filme, "Crepúsculo", arrecadou mais de 380 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. O segundo, "Lua Nova", será lançado em novembro.

Em "Amanhecer", Bella se casa com Cullen, e o livro acompanha a personagem ao longo de uma gravidez complicada e em sua nova vida como vampira.

Em carta à editora Hachette para propor um acordo, Williams cita similaridades entre "Amanhecer" e "The Nocturne" - como em passagens sobre uma cerimônia de casamento, uma relação sexual na praia e um trecho em que um humano transformado em vampiro descreve a mudança.

Williams também chama a atenção para o fato de que no dois livros há personagens que chamam a esposa de "love" ("amor").

04 agosto 2009

Fora da Lei - Ed Motta

Bourbon Street Fest ao ar livre


O festival chega à sua 7ª edição com apresentações no Parque Ibirapuera e na Rua Chanés, em Moema. São performances e gastronomia inspirada em New Orleans, cidade-berço do jazz e do blues.

O Bourbon Street Fest chega à sua 7ª edição, inspirada na cidade-berço do Jazz e do blues, e acontece de 15 a 23 de agosto. Oito grandes atrações de New Orleans representam o rico panorama de ritmos e estilos únicos da cidade: Jazz moderno e tradicional, Blues, Zydeco, Soul, R&B, Funk, Brass Band e todas as suas vertentes, e mais performances e gastronomia inspirada na culinária cajun e créole.

O Bourbon Street Fest contará com as já tradicionais apresentações gratuitas e ao ar livre. Com abertura no Parque Ibirapuera e encerramento na Rua dos Chanés, em Moema.
Programação:
15/8

15/8 15h - IbirapueraNew Orleans Experience15h30 - Dixie Square Jazz BandStreet Band16h - Glen David AndrewsTraditional Jazz /16h30 - Brass Band17h30 - Marcia BallR&B + Blues19h- Kurt Brunus Project + Special Guests19h30 - R&B + Hip Hop + Soul21h - DJ Bebeto (intervalos)
23/8

15h30 - DJ Bebeto (Intervalos)16h - Big Sam’sFunky Nation16h30 - New Orleans Funk’n'Soul17h30 - Sunpie and theSunspots18h - Zydeco + New Orleans Blues19h30 - Kurt Brunus Project + Special Guests20h - R&B + Hip Hop + Soul21h - JAM Session22h - Encerramento

O Que: Bourbon Street Fest 2009
Quando: Sáb 15/08 às 15:00 (Mais datas)Dom 23/08 às 15:30
Quanto: Gratis
Onde: Parque Ibirapuera e Rua dos Chanés
Obs: Dia 15: Parque Ibirapuera (próximo ao Museu Afro Brasil). Dia 23: Show gratuito na Rua dos Chanés.

Somente para Família: Cadastre seu endereço no grupo



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Futilidade: Fotos no Orkut

Estou pensando em começar a publicar sem autorização as fotos mais bizarras do orkut. Tem foto de menina que pensa que é modelo, com aqueles biquinhos e gestos com a mão. Carinha tirando onda com o carro do papai, ou na academia. São inumeros exemplos de gente sem noção! Aguardem!!


Mudando de assunto + falando de fotos bizarras


Esta semana só vou publicar as mais bizarras de festas infantis, em breve meu amigo Afonso, Júlio Cesar e Douglas entram na brincadeira. A Débora e a Dayanna avisaram para eles que eu iria publicar.

Protógenes Queiroz lidera pesquisa para o senado.

O ínclito delegado Protógenes Queiroz seria hoje o primeiro para o Senado em todo o Estado de São Paulo.

Em segundo lugar, Mercadante.

Em 2010 serão eleitos dois senadores.

Depois, Afif, Quércia, Tuma e Skaf.

Se fosse candidato a deputado federal, independente do partido, em todo o Estado de São Paulo, elegeria com ele outros dez deputados.

A pesquisa também trata da campanha a governador de São Paulo, mas, como sou uma alma generosa, prefiro poupar o vocês dessa notícia por uma semana.

Dia 07 ele decide em que partido se filia, convite não falta.

Cinemark compra Hoyts Cinema

O grupo Cinemark comprou, na semana passada, o complexo de salas de cinema do Hoyts General Cinema, que fica no Shopping Internacional de Guarulhos.
As salas de cinema do shopping recebem, atualmente, mais de 1 milhão de pessoas.
O complexo, que pertencia ao grupo australiano Hoyts, tem 15 salas e capacidade para acomodar mais de 4 mil pessoas.

As salas do Shopping de Guarulhos eram o único investimento da rede de cinemas no Brasil. Na América do Sul, o Hoyts possui salas na Argentina, Uruguai e Chile. O valor da compra não foi divulgada.
É uma péssima noticia, o Cinemark não aceita meia-entrada, cria dificuldades para acesso de portadores de deficiência e não respeita seus usuários.
E o preço é o mais caro do Brasil, é isso Guarulhos só piora. A única boa noticia é a instalação do SESC que tem inúmeros projetos culturais.

O que fazer em ligações de telemarketing - Muito bom!!