Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

20 julho 2009

Senado tem gráfica irregular

A Casa transformou 82 estagiários da gráfica em servidores efetivos. E ninguém teve que prestar concurso.

Mesmo em recesso, o Senado acaba de sofrer mais um baque. Depois dos atos secretos, agora é a vez do "trem da alegria" secreto. Ontem, veio à tona uma decisão até então sigilosa que transformou 82 estagiários da poderosa gráfica em servidores públicos federais em 1992.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou, em reportagem, que as nomeações se deram em 1992, quatro anos depois da promulgação da Constituição, que condicionou as contratações no serviço público à aprovação em concursos. Na época, o diretor executivo do chamado Centro Gráfico era ninguém menos que Agaciel Maia – o ex-diretor-geral do Senado. O ato foi assinado pelo então presidente da Casa, Mauro Benevides (PMDB-CE). Ele disse que não se lembra do fato.

O primeiro-secretário do Senado, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), informou que, paralelamente ao inquérito, serão adotadas providências para checar outras irregularidades na administração da gráfica. "Estamos diante de um fato muito grave, revelador da promiscuidade ocorrida nos últimos anos", constatou ele.

Para o senador, o desrespeito às normas não apenas administrativas, mas também constitucionais, mostra a que ponto chegou a desenvoltura do ex-diretor-geral Agaciel Maia, envolvido em outras irregularidades, como a criação dos atos secretos e o pagamento de horas extras no período do recesso parlamentar. "Não tenho dúvida que tudo isso agrava sua situação", disse Heráclito.

Feudo isolado – Tratado como sendo um feudo de Agaciel Maia – mesmo nos últimos 14 anos em que teve Júlio Pedrosa como diretor – as mudanças na gráfica devem acabar com o "isolamento" das suas instalações. Hoje, elas são protegidas por portões de ferro e o local é tratado como repartição autônoma, sem subordinação ao Senado. Heráclito deu ordens para que, no final recesso parlamentar, os portões da Gráfica fiquem abertos, sem impedir que os servidores do Senado usem seus estacionamentos. "Não tem mais essa de manter a área como se fosse um bunker, foi um excesso que precisa ser corrigido", disse.

Autor do requerimento que levantou a suspeita sobre a efetivação dos estagiários, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), quer que a investigação do fato seja a mais profunda possível. Ele diz ter certeza que o fato será "fundamental" para a demissão de Agaciel Maia do serviço público. "É o crime para o arremate da demissão do ex-diretor-geral. Mais um delito está configurado." Virgílio antecipou que vai exigir outra providência: averiguar o que ocorreu com as Mesas Diretoras seguintes à decisão, que nada fizeram para desfazer o ato que contraria a Constituição.

O líder do DEM, senador José Agripino (RN), defende também o fim no Senado de procedimentos que viabilizam irregularidades. Segundo ele, trata-se da acabar com a mentalidade de que "o poder pode tudo, mesmo estando acima da lei". "Temos de combater essa terrível carga de fatos que, por não terem sido flagrados, deu a impressão que se podia tudo, prosperou e gerou filhotes", afirmou. Para Agripino, o "contencioso" do Senado impõe "a hora da verdade, com a punição dos culpados e o ressarcimento dos recursos gastos indevidamente". (AE)

Transamazônica

Obra faraônica nunca foi concluída e consumiu mais de 35 bilhões de reais.

A Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devido às suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar, é a terceira mais longa rodovia do Brasil com 4.000 km de extensão, ligando cidade portuária de Cabedelo na Paraíba ao município de Lábrea, no Amazonas.

Em grande parte, a rodovia não é pavimentada, mas seu custo inicial foi de 2 bilhões de dólares, ou aproximadamente 35 bilhões de reais. O dinheiro foi arrecadado pelo então ministro Delfim Netto que cortou orçamentos da Sudene e da Sudam para construir a estrada. Todo o seu planejamento foi feito para atender a vontade dos generais se levar em conta o impacto da ocupação na área tampouco a viabilidade de sua construção.

O projeto nunca foi acabado, apesar de ter sido inaugurado. Por causa da repressão existente na época da ditadura, o real valor da obra, o uso dos investimentos, os processos de licitação não foram devidamente apurados pairando no ar as dúvidas sobre superfaturamento e evasão de dinheiro público.

Perfumes, decoração e fraudes

Segundo a Receita, o esquema consistia da substituição, nos documentos de importação, do importador e dos fornecedores reais por tradings brasileiras e por empresas exportadoras de fachada, com sede em Miami.


Carros da PF na frente da loja: R$ 600 mil em dinheiro e R$ 1,5 milhão em cheques apreendidos.

A Polícia Federal de São Paulo apreendeu aproximadamente R$ 600 mil em dinheiro e R$ 1,5 milhão em cheques durante a Operação Porto Europa, que tinha como objetivo desmantelar um esquema fraudulento de importação de artigos de luxo na cidade envolvendo a empresária Tania Bulhões, que atua no ramo de perfumes e decoração. Além disso, também foi apreendido um automóvel da marca Mercedes Benz, F500 blindado, no valor estimado em R$ 500 mil.

Na operação, que envolveu a Receita Federal e o Ministério Público Federal, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em lojas e residências dos beneficiários do esquema, e em escritórios de contabilidade. A Operação Porto Europa teve a participação de 40 policiais federais e começou após a apreensão de documentos na Operação Dilúvio, em 2006, que investigou um esquema de fraudes no comércio exterior.

Após um ano de investigação, a operação desarticulou um esquema criado para beneficiar um grupo empresarial paulista, que nos anos de 2004, 2005 e 2006 se aproveitou da interposição fraudulenta (laranjas) e subfaturamento em importações, além de práticas de "crimes de descaminho, sonegação fiscal e falsidade ideológica", conforme nota divulgada pela Receita.

Segundo a Receita, o esquema consistia da substituição, nos documentos de importação, do importador e dos fornecedores reais por tradings brasileiras e por empresas exportadoras de fachada, com sede em Miami. Assim, eram ocultados da Receita os beneficiários e os valores reais da operação.

“Brasil Olímpico – Uma candidatura passada a Limpo.”





A ideologia saiu de moda? Adote a que está em alta


Sempre que uma ideologia sai de moda, o político recorre ao primeiro modelito prêt-à-porter disponível na prateleira das conveniências.


Para o PT, o patrocínio incondicional da ética tornou-se démodé. O chique agora é envergar o manto diáfano da “governabilidade”.



Numa fase em que camiseta de Che Guevara já não serve nem para seduzir a Ideli Salvatti, o repórter sai em socorro dos petistas.




Vão abaixo duas listas. Relacionam o que precisam fazer e o que devem evitar os petistas que desejam salvar o charme.

- O que o petista não precisa mais fazer:



1. Lembrar que Lula já chamou Sarney de ladrão.
2. Recordar as baixarias do Collor na eleição de 89.
3. Posar de torquemada em sessões de CPI.
4. Gritar ‘Fora, FMI’.
5. Ler Neruda.
6. Comer frango com a mão.
7. Beber cachaça.



- O que o neopetista não pode deixar de fazer:




1. Rezar por Sarney antes de dormir.
2. Admitir que foi injusto com o Collor.
3. Negociar com o Renan a tática anti-CPI.
4. Exaltar o socorro do Brasil ao FMI.
5. Ler Marimbondos de Fogo.
6. Aprender a manusear os talheres.
7. Folhear um bom guia de vinhos.