Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

16 outubro 2009

Curador desiste da Bienal de Arquitetura

A 8ª Bienal Internacional de Arquitetura, que começa no próximo dia 31, vive uma crise de identidade.

O curador da exposição, Bruno Padovano, 58, renunciou ao cargo no final do mês passado, mas, contra a vontade, foi oficializado como "curador cultural" do evento, que seguirá em cartaz até 6 de dezembro no Pavilhão da Bienal, em São Paulo.

Padovano, professor da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), disse que está "triste" por ter saído da condução da mostra e que "vivia uma situação desgastante".

Segundo ele, a saída aconteceu por redução de orçamento da Bienal e por menor autonomia do que ele gostaria de ter na curadoria. "Achei que para a direção do IAB [Instituto de Arquitetos do Brasil, órgão que coordena a exposição] iria ser mais confortável se eu não estivesse mais à frente."

A presidente da seção paulista do IAB, Rosana Ferrari, 51, afirmou que a organização da Bienal não está mais com Padovano, mas que o nome dele será mantido como "curador cultural". "A ideia central, o tema ["Ecos Urbanos"] e diversos outros pontos do evento foram dados pelo Bruno, por isso ele vai assinar como curador cultural. Isso foi discutido com ele."
Como organizador, Padovano era voz ativa na coordenação geral e na diretoria-executiva do evento. Agora, os arquitetos Liane Makowski Almeida e Demétrio Anastassakis foram os nomes escolhidos, respectivamente, para ocuparem tais cargos.
Padovano diz que, desde o início da formulação do evento, as decisões eram conjuntas, mas que o cancelamento de algumas atrações da Bienal fez com que ele renunciasse.


"Itens ligados à ideia da sustentabilidade, como painéis solares colocados no prédio e uma "parede verde" em uma das fachadas, foram cancelados por falta de dinheiro", disse ele.


Ferrari confirma o orçamento menor -dos R$ 3 milhões iniciais, a mostra passará a ter R$ 2 milhões-, mas diz que as linhas gerais dadas por Padovano se mantêm. "Os R$ 3 milhões seriam para uma Bienal ideal, mas temos de lidar com o que temos."


A lista de convidados internacionais ainda não foi confirmada, mas há a expectativa de que o francês Christian de Portzamparc e o suíço Jacques Herzog participem dos debates. "O centro da Bienal serão os workshops [sobre projetos para a Copa do Mundo de 2014] e os debates. Perdemos em algo que seria exposto, mas o evento não se resume a isso."

Ferrari ainda destaca um fórum sobre moradia social e habitação, organizado por Nadia Somekh, professora da Universidade Mackenzie.


A 8ª edição da Bienal tem como tema "Ecos Urbanos" e vai privilegiar a discussão do impacto, no urbanismo das grandes cidades, de dois megaeventos esportivos no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Projetos de sustentabilidade, além de cuidar do meio ambiente, dão retorno financeiro

Afirmação é de Marco Antônio Donatelli, da Abesco, no 10º Encontro Internacional de Energia da Fiesp, ao debater eficiência energética



Evitar desperdícios, melhorar processos industriais, aumentar a competitividade das empresas e, ainda, ser mais barato do que expandir as ofertas. Estas são apenas algumas das vantagens para as indústrias, empresas e consumidores finais que optam por ações de eficiência energética em seus cotidianos. O tema foi tratado em painel do segundo dia do 10º Encontro Internacional de Energia da Fiesp e do Ciesp, nesta terça-feira (6).



Para um dos palestrantes do seminário Contratos de performance e financiamentos para projetos, o vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Conservação de Energia (Abesco), Marco Antônio Donatelli, o apoio público do governo é essencial, especialmente por meio do Congresso e da Aneel, para viabilizar condições eficientes.



“Ferramentas e maquinário fabricados, visando a eficiência energética não só no seu processo como na sua utilização, precisam ter encargos mais atraentes que as máquinas produzidas sem essa preocupação. Só assim estimularemos a redução das perdas de energia”, explicou o dirigente.



Segundo Donatelli, mesmo para aquelas empresas que têm dificuldade para aportar recursos com o intuito de instalar uma estrutura nesse formato, há o apoio de empresas de engenharia, especializadas em serviços de conservação de energia, as chamadas ESCOs (Energy Services Company).



“O trabalho das ESCOs é promover, por meio de contratos de performance, a eficiência energética e reduzir o consumo de água nas instalações de seus clientes. Nesse caso, o cliente não precisa investir, pois a remuneração das ESCOs se dá através de uma porcentagem da economia de energia gerada no projeto”, explicou.

Crédito



No encontro, o chefe do Departamento de Operações de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Otávio Viana, apresentou as diversas linhas disponibilizadas para quem quer – por meio de contratos de performance e financiamento de projetos – tornar sustentável sua matriz energética.



“Além de beneficiar o meio ambiente, o BNDES evita com essas facilidades os desperdícios, melhorando processos industriais, postergando o investimento em geração etc.. Tudo isso garantindo um formato que é mais barato do que expandir oferta”, ressaltou Viana.



Linhas de apoio a projetos como esse (Proesco) são oferecidos para empresas de serviços de conservação (Escos), para usuários finais de energia e empresas de geração, transmissão e distribuição de energia.

Futuro



Já para o professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Jamil Haddad, a eficiência energética deve ser encarada como um negócio, tendo incentivos tributários via contrato de desempenho. "Deve ser tratado com uma questão cultural no meio empresarial. A visão da eficiência precisa ser consolidada com uma fonte de retorno de investimentos", concluiu.

Cases



Na segunda parte do painel, empresas que adotaram a eficiência energética como ferramenta de benefícios ambientais e de produtividade demonstraram seus cases de sucesso.



A rede de supermercados mundial Walmart foi uma delas. Após estabelecer metas de sustentabilidade em clima e energias, resíduos, produtos e pessoas, a gigante iniciou a prática de iniciativas sustentáveis em algumas de suas lojas, reduzindo o consumo de luz e água em suas lojas ecoeficientes.



"No supercenter da Granja Viana em São Paulo, por exemplo, reduziu em 15% o consumo de energia e 30% de água, com a aplicação 47 iniciativas de sustentabilidade", informou o gerente de energias institucional do Walmart Brasil, Sérgio Henrique Costa.



As iniciativas citadas por ele vão desde reutilização da água, modernização do sistema de refirgeração até estações de reciclagem montadas nos estabelecimentos, para recolher resíduos que os consumidores muitas vezes não sabem como se desfazer e acabam misturando com lixos orgânicos do dia a dia.



Organizações privadas, como a ArcelorMittal - Tubarão e Robert Bosch Ltda., e governamentais, como a Sabesp, também exibiram seus cases em eficiência energética.



Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp
EE ajuda o meio ambiente e as finanças
Evitar desperdícios, melhorar processos industriais, aumentar a
competitividade das empresas e, ainda, ser mais barato do que expandir as
ofertas. Estas são apenas algumas das vantagens para as indústrias, empresas
e consumidores finais que optam por ações de eficiência energética em seus
cotidianos.

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Windows 7 pirata já circula na China antes de lançamento

Em lojas no movimentado mercado Xinyang, em Xangai, iPhones da Apple e alto-falantes Bose falsos circulam junto com cópias piratas do novo sistema operacional Windows 7, da Microsoft, uma semana antes do seu lançamento oficial.

"Qual versão você quer? Básica? Normal? Inglês ou chinês?", anuncia um lojista, apontando orgulhosamente sua ampla oferta de discos embalados em caixas brancas sem nome.

A Microsoft pode estar atraindo o mundo, conforme se prepara para lançar a mais recente versão do sistema operacional Windows, mas os chineses têm conseguido comprar cópias piratas neste mês por apenas 20 iuans (2,93 dólares) cada, uma parcela mínima do preço oficial de até 320 dólares.

O "lançamento antecipado" do Windows 7 na China ressalta o desafio que grandes fabricantes de software enfrentam tentando ganhar dinheiro na China, segundo maior mercado de computadores do mundo.

A empresa de pesquisa IDC estima que quase 80 por cento dos softwares vendidos na China no ano passado eram piratas. Embora o número esteja caindo, ainda representa o dobro da média global e fica quase quatro vezes acima de mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão.

"A grande questão que está conduzindo a pirataria na China hoje é o preço", afirmou o analista Matthew Cheung, do Gartner, outra empresa de pesquisa.

Em resposta a tais pressões, a Microsoft reduziu o preço do pacote de aplicativos Office 2007 Home and Student Edition para 199 iuans no ano passado, ante 699 iuans. A fabricante venderá a versão mais simples do Windows 7 Home Basic por 399 iuans, preço modesto para os padrões ocidentais, mas ainda muito superior às cópias piratas.

A violação dos direitos de propriedade intelectual tem sido um problema contínuo nas relações da China com seus principais parceiros comerciais.