Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

26 agosto 2009

Arquiteto Zanettini completa 50 anos dedicados à arquitetura

Equilíbrio entre razão e sensibilidade é a fórmula que norteia sua obra.

“A paixão pela arquitetura,
a doação sem limites pelo ofício
para a realização de meus sonhos,
fizeram da minha vida uma busca permanente
com a razão sempre cúmplice da sensibilidade.”
(Siegbert Zanettini)

Estar além de seu tempo, com marcante visão humanista, é característica sempre presente na arquitetura transformadora de Zanettini. Mais do que projetos, trabalhando sobre conceitos, foi pioneiro, e continua sendo, no desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas construtivos com estruturas de aço, madeira, concreto e alvenaria armada na construção civil. O profissional e professor Zanettini completa este ano 50 anos de arquitetura. Sua obra inclui 1.200 projetos realizados em mais de 5 milhões de metros quadrados, além de quatro décadas de vida dedicadas ao conhecimento acadêmico.

Com uma postura independente e crítica da arquitetura anacrônica e especulativa, seu trabalho reflete uma busca constante por inovar e avançar. Desde o Projeto Casa Limpa na ECO 92, por exemplo, o arquiteto já trabalha com os princípios fundamentais que hoje são amplamente divulgados para as construções sustentáveis. É autor, com José Wagner Garcia como co-autor, da ampliação do CENPES – Centro de Pesquisas da Petrobras no Rio de Janeiro, a ser concluído em julho de 2010, que será referência em sustentabilidade para todo país.






A atuação de Zanettini não separa o pensar do agir, que estão presentes em obras consagradas como as escolas Panamericana de Arte em São Paulo, projetos de tecnologias limpas e preservadoras do meio ambiente, nos quais as formas marcantes com soluções cromáticas, realçadas pelas cores azul, amarelo e vermelho, criam uma relação dissonante com a arquitetônica usual do entorno. A Sede da Zanettini Arquitetura é outro exemplo de solução industrializada, como primeira obra do Brasil totalmente montada com estrutura e componentes prontos das fábricas, que cuidadosamente agrupados conferem leveza e transparência ao conjunto. Já no Hospital São Luiz – Anália Franco, a volumetria resultante e a fluência dos espaços internos são valorizados pela iluminação e ventilação naturais.


Professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Zanettini dedicou-se, desde jovem, à formação de pessoas, com o objetivo de incentivá-las a adquirir amplo conhecimento e novos conceitos para sua atuação profissional. Baseou sua vida e obra como uma associação constante entre conhecimento científico e sensibilidade, tornando-se, assim, uma referência, por sua natureza ética e humanista, tanto no mundo acadêmico, quanto no campo da arquitetura. Seus projetos são resultantes desse equilíbrio entre o conhecimento e criatividade.

Ao defender uma visão holística e contemporânea nos projetos que desenvolve, promove a integração de todas as áreas científicas à arquitetura e constrói, acima de tudo, conceitos onde prevalece qualidade de vida e bem estar dos usuários. E o equilíbrio também parte da busca por diretrizes de sustentabilidade e ecoeficiência na arquitetura, onde a obra compõe de maneira profunda com o meio ambiente.

Zanettini ganhou destaque internacional ao inovar com soluções de estruturas metálicas espacialmente ricas e conceitualmente corretas. O que foi possível em virtude de um apurado domínio das técnicas construtivas, selecionadas e aplicadas com indiscutível rigor, conforme as características de cada obra, cada lugar e de cada material a ser utilizado. “Conferir ao aço a robustez da pedra, o calor da madeira, a maleabilidade do plástico ou a plasticidade moldável do concreto é não entender sua gramática e sua semântica, não articular suas palavras, suas frases e sua mensagem e portanto, não expressar de modo correto a sua linguagem.”, conclui o arquiteto.

Resultado de um importante reconhecimento público por sua extensa trajetória, Zanettini recebeu inúmeros prêmios, menções honrosas e títulos, nesses 50 anos. Com destaque para o premio A LA EXCELENCIA ILAFA – concedido em 2003 pelo Instituto Latino Americano de Ferro e Aço e, no mesmo ano, para o Prêmio ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica) de Melhores Obras em Aço. Foi premiado como Destaque na II Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo pelo projeto da Escola Panamericana de Arte. É autor dos livros Arquitetura Razão Sensibilidade, Edusp, 2002, e A Obra em Aço de Zanettini, J.J. Carol editora, 2007.

Doce ou seco? O vinho que você escolhe revela sua personalidade

O gosto por Sauvignon Blanc e Chardonnay ou a preferência por Bordeaux ou Zinfandel podem indicar mais que apenas uma preferência em termos de vinho. É possível que também sejam indicativos de traços da personalidade.

Uma pesquisa de cientistas da Austrália e Grã-Bretanha mostra que as pessoas que preferem vinhos de sabor doce apresentam tendência maior a ser impulsivas, enquanto aquelas que optam por vinhos secos são mais abertas.

"Os participantes cuja preferência é pelo sabor doce tiveram escore de impulsividade significativamente maior que seus colegas que preferem vinhos secos", disseram no estudo Anthony J. Saliba, da Universidade Charles Sturt, de Wagga Wagga, Austrália, e seus colegas.
Juntamente com Saliba, Kate Wragg e Paul Richardson, da universidade inglesa de Sheffield Hallam, disseram que, além de impulsividade e abertura, nenhum outro traço de personalidade diferiu significativamente entre os dois grupos.

"Existe alguma base de apoio para a ideia de que a preferência pelo doce se desenvolve cedo nos humanos e, desse modo, pode alimentar o desenvolvimento da impulsividade", disseram os pesquisadores, que divulgaram sua descoberta no periódico Food Quality and Preference.

Eles testaram as preferências em matéria de vinho de 45 pessoas de Sheffield, na Inglaterra, e as dividiram em dois grupos, segundo sua preferência por vinhos doces ou secos.

Cada grupo também foi submetido a testes de personalidade para avaliar sua impulsividade, empatia, abertura, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neurose.

Os pesquisadores disseram que há sinais de que a preferência pelo sabor doce varia ao longo da vida. Ela parece ser maior na infância, diminuindo no final da adolescência.

Eles pediram mais estudos para determinar se existe ou não uma relação de causa e efeito entre impulsividade e sabor doce.