Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

21 julho 2009

Os novos amigos do Lula

Por Fernando Costa

Dizem popularmente que quando alguém sobe na vida muda de amigos – com o presidente Lula não foi diferente – De operário a presidente da Republica muita coisa mudou, principalmente seus amigos, ou aliados políticos.

Alguém que conheceu Lula há dez anos atrás está certamente assustado com as mudanças no seu comportamento político. Lula nasceu com o PT partido que ele foi fundador e suas regras eram extremamente rígidas no contato com aquelesque buscavam sua alianças.

O PT não se misturava e sua principal fonte de inspiração era o radicalismo nas posições ideológicas. O mundo foi mudando, o PT-Lula se aprimorando, amoldando suas idéias, concedendo aqui, concedendo ali até chegar ao ponto que lhe desse condições de ganhar uma eleição para a presidência da República.

E quando num país elitista, um barbudo e cometendo gafes com a língua portuguesa, seria eleito presidente, é bom lembrar que no Brasil, pobre tem visão reacionária.

Mas foi, é foi lindo, a esquerda petista parecia estar fazendo revolução. Dormiram no colo do Che Guevara e acordaram no do Sarney.

Todo discurso mudou, o PT passou de partido de esquerda, para o centro, lembrando a Social Democracia que permeou o discurso de fundação do PSDB. E o projeto de mudança se desandou para um projeto assistencialista. Com programas sociais paliativos, liderados pelo Bolsa Família.

Esses programas reelegeram Lula e ficou claro que a disputa não é de projeto e sim pelo poder. O PT gostou e se lambuzou, com direito a participar dos mesmos esquemas antigos de corrupção.

E aí, Lula cansado dos amigos José Dirceu, Mercadante, Suplicy (Afinal, os caras são bem chatos), entre outros. Resolveu fazer novos “amiguinhos” e convidou para seu governo: Os Senadores Sarney (PMDB), Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTB) e na câmara sua base governista tem até Paulo Maluf (PP). Todos com biografia ou Ficha criminal conhecida.



E como, Lula é amplo suas amizades extrapolam a política, ficou amigo de Ricardo Teixeira - Presidente da CBF que é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e desvio de verbas da entidade.

Outro grande amigo é Carlos Arthur Nuzmam – Presidente do COB que preside a entidade sem prestar conta de milhões em verbas publicas investidas no esporte de alto rendimento, Nuzmam é criticado por inúmeras entidades representativas de modalidades esportivas.


Esse é o Lula cheio de amigos novos.


Na defesa de Sarney

Mostrando que vive em um mundo à parte, Lula também teve mais cara de pau de advertir que é preciso cautela com os escândalos e defendeu o aliado José Sarney: “Eu acho que o problema do Senado, o Senado resolve. E essa é a disposição do Sarney na conversa que eu tive com ele. Não vamos fazer disto uma coisa nacional porque temos coisas mais importantes a discutir no Brasil. Eu acho que o povo brasileiro já viu muitos escândalos divulgados em verso e prosa que depois não dão em absolutamente nada”.