Fernando Costa

Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.

12 agosto 2007

Coordenadoria da Juventude

Juventude não é estado de espírito, mas construção culturalO projeto de criação da Coordenadoria da Juventude de Guarulhos, de autoria dos vereadores Jonas Dias e Ulisses Corrêa, reacendeu a discussão sobre o tema, marcado pela necessidade de criação de um espaço institucional que atenda à demanda dos jovens. A partir da criação da Secretaria Nacional de Juventude, as cidades vêm procurando suprir essa necessidade. O processo teve início em 2003, deflagrando um debate de dimensão nacional, com participação de setores da sociedade civil e governamentais. O debate sobre as questões juvenis ainda caminha a passos curtos, mas já mobiliza setores junto a essa faixa da população. É importante constatar que ainda não temos dados suficientes sobre a juventude em nossa cidade. Caso não haja uma tomada de consciência e uma mudança de rumo, corremos o risco de limitar o debate apenas à discussão sobre a instalação da Coordenadoria. Devemos ficar atentos para, em vez disso, discutir as relações entre a juventude e a sociedade. O fato é que a maioria dos segmentos sociais não percebe as necessidades dos jovens e não compreende que nessa fase da vida é necessária a construção de políticas específicas. Precisamos entender como a juventude se expressa e como se organiza. É preciso entender que a juventude não é um estado de espírito, mas sim uma construção sociocultural. Não podemos, portanto, compreender a juventude como algo estanque, amorfo, uniforme. São esses jovens marginalizados pela estrutura governamental que sofrem com a violência, doenças sexualmente transmissíveis, uso de drogas e desemprego. A criação desta Coordenadoria deve ser uma resposta a essas demandas e deve agir de forma inter-setorial. Não podemos permitir, por exemplo, a construção de uma política de geração de empregos que não inclua o jovem. O mesmo vale para as políticas educacionais, culturais e esportivas. Urge organizar um mapeamento da juventude na cidade, descobrir como vivem esses jovens e quais são seus principais anseios. Esse processo deve ser principalmente protagonizado por jovens.

Um comentário:

  1. André Magnago4:39 PM

    Olá Fernando como vai, gostaria de saber se é possivel vc conseguir o projeto de criação da coordenadoria de juventude ai de sua cidade, pra poder-mos implantar aqui no estado do Pará, meu email é andre_magnago@hotmail.com

    ResponderExcluir