Até a manhã desta segunda-feira, 2 de janeiro, 710 mil alunos de baixa renda inscreveram-se para participar, neste primeiro semestre de 2006, do Programa Universidade para Todos (ProUni). O número é superior ao dobro da procura verificada no ano passado (340 mil) e ainda pode subir — as inscrições encerram-se às 23h59 de hoje e são feitas exclusivamente pela internet, na página eletrônica do ProUni. Os estudantes têm cinco opções de cursos e instituições.
Estarão disponíveis para este primeiro semestre mais de 91 mil bolsas. Destas, cerca de 63 mil são integrais. Até o fim do ano, serão ofertadas 130 mil bolsas, o que representa um acréscimo de 18 mil em relação à primeira edição. A proposta cumpre com a meta do Plano Nacional de Educação de permitir o acesso o ensino superior, até 2011, de 30% da população na faixa etária de 18 a 24 anos.
O ProUni distribui bolsas integrais e parciais (50% da mensalidade) a alunos de graduação e seqüenciais de formação específica que estudam em universidades privadas. Em 2005, foram beneficiados cerca de 100 mil estudantes em 1.142 instituições particulares e filantrópicas parceiras do Ministério da Educação.
Para participar do ProUni, os candidatos devem ter cursado o ensino médio em escola pública ou em instituição particular com bolsa integral; ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); ter renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo para a bolsa integral e de até três salários mínimos por pessoa para a parcial.
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Fernando Costa
Fernando Costa, com apenas 30 anos, já foi vice-presidente da União Guarulhense de Estudantes Secundaristas (UGES), Membro da executiva da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi assessor parlamentar durante cinco anos e responsável pela apresentação de inúmeros projetos de lei. Atualmente é editor do Jornal Primeira Página e Diretor Presidente da Agência FFC Publicidade.
O ProUni é um bom projeto governamental porém temo ser apenas emergencial. Ao invés de investimentos para o crescimento qualitativo das Instituições de Ensino Federais, tenta-se criar oportunidades para o ingresso de jovens nas Universidades particulares. Daí em diante não há projetos ou políticas para o acompanhamento desse estudante na Universidade, até mesmo em relação à certos preconceitos que de fato podem acontecer.Creio que a Universidade Federal deveria ser prioridade para o Governo e o ingresso à essa mais abrangente para os estudantes que realmente necesitam do estudo gratuito, os jovens de baixa renda.Por outro lado é preciso reconhecer que o programa formará daqui alguns anos profissionais qualificados e prontos para alcançar lugares no mercado de trabalho e que contribuirão para o avanço do país em diferentes aspectos. O governo portanto deveria voltar mais os olhos para aonde tem colocado os investimentos em educação e repensar a questão de Universidades no país,pois está havendo uma inversão do perfil dos estudantes cursando tanto as Universidades Públucas quanto as particulares.
ResponderExcluirObs:
O Blog está muito interessante.Assuntos sempre atuais e de interesse público. Parabéns!!